De acordo com o levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base na tabela do Impostômetro, criada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), durante o Carnaval, o whisky, o chope, a máscara de lantejoulas, a caipirinha e a cachaça, destacam-se como os cinco produtos mais tributados no Brasil.
Peso no bolso
De acordo com o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV/ACSP), o cenário tributário para os itens de consumo do Carnaval não apresentou oscilações significativas em relação ao último ano, mantendo os preços pressionados para o consumidor.
“A carga tributária sobre os produtos da folia continua muito elevada. O Carnaval é um momento importante de lazer para a sociedade, mas como não houve mudanças relevantes nas alíquotas, os preços seguem altos, impactando diretamente o orçamento das famílias neste início de ano”, afirma Ruiz de Gamboa.

Economia
O economista ressalta ainda que a estratégia para o folião deve ser a economia criativa: "Para quem não deseja desembolsar 45,66% em impostos nas fantasias, reutilizá-las ou usar a imaginação para evitar novos gastos pode ser a melhor opção para aproveitar a festa", conclui.
No topo da lista, o whisky aparece com o maior índice de tributos: 56,40%. Na sequência, estão o chope e a máscara de lantejoulas, com taxas de 44,39% e 46,38%, respectivamente. Ainda no top 5 estão a fantasia de Carnaval (45,66%), bijuterias (42,43%) e o colar havaiano (38,97%).
Freio no excesso
Segundo o economista Ruiz de Gamboa, a elevada tributação dos produtos típicos do Carnaval deve-se ao sistema tributário brasileiro, que impõe altos impostos sobre itens de consumo em geral. No caso das bebidas alcoólicas, a alta carga tributária pode ser justificada como uma forma de evitar o consumo excessivo por parte dos foliões. No entanto, não há justificativa aparente para a elevada tributação de produtos, tais como: máscara de plástico (46,62%), máscara de lantejoulas (46,38%) e fantasia de Carnaval (45,66%), entre outros.
“A carga tributária brasileira é equivalente à da Grã-Bretanha, sendo que nossa renda por habitante é bastante inferior à dos países desenvolvidos”, completa o economista.