Dez estados e o Distrito Federal atingiram, no terceiro trimestre do ano, a menor taxa de desemprego registrada desde 2012, quando começou a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
2ª menor do Nordeste
O Ceará está incluído nesta estatística, com a segunda menor taxa do Nordeste (6,4%, tendo à frente o Maranhão, com 6,1%. O Ceará ainda ficou com uma taxa maior que a média do País (5,6%).
Em queda
A taxa de desocupação do Estado do Ceará no terceiro trimestre de 2025 foi de 6,4%, recuando 0,2 ponto percentual (p.p.) ante o segundo trimestre de 2025 (6,6% e caindo 0,3 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2024 (6,7%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE (14/11).
No período em análise, havia 257 mil pessoas desocupadas, ou seja, em busca de trabalho. Esse contingente reduziu em 2,0% frente ao mesmo período de 2024, quando 262 mil pessoas buscavam trabalho.
Informalidade
A taxa de informalidade para o Ceará foi de 51,1% da população ocupada, correspondendo a 1,9 milhão de pessoas. O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas foi de R$ 2.352, apresentando estabilidade em relação ao segundo trimestre de 2025 (R$ 2.341), e apontou variação de 7,8%, frente ao terceiro trimestre de 2024 (R$ 2.182).
O recorde de baixa do nível de desocupação foi alcançado pela Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santos, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.
Menor da série histórica
As onze unidades da federação (UF) se situam no mesmo status do Brasil como um todo, que terminou o terceiro trimestre com o menor desemprego já registrado pela série histórica - 5,6% - conforme divulgou o IBGE no fim de outubro.
Apesar de o estado de Santa Catarina não constar na lista de menor taxa de desemprego já apurada, o estado figura, ao lado do Mato Grosso, como a menor desocupação do país: 2,3%. Esse patamar representa uma elevação na comparação com o segundo trimestre (2,2%). O IBGE classifica essa variação como “estabilidade”.
Confira as taxas de desocupação de todas as UF
Santa Catarina: 2,3%
Mato Grosso: 2,3%
Rondônia: 2,6%
Espírito Santo: 2,6%
Mato Grosso do Sul: 2,9%
Paraná: 3,5%
Tocantins: 3,8%
Minas Gerais: 4,1%
Rio Grande do Sul: 4,1%
Goiás: 4,3%
Roraima: 4,7%
São Paulo: 5,2%
Brasil: 5,6%
Maranhão: 6,1%
Ceará: 6,4%
Pará: 6,5%
Paraíba: 7,0%
Acre: 7,4%
Piauí: 7,5%
Rio Grande do Norte: 7,5%
Rio de Janeiro: 7,5%
Amazonas: 7,6%
Alagoas: 7,7%
Sergipe: 7,7%
Distrito Federal: 8,0%
Bahia: 8,5%
Amapá: 8,7%
Pernambuco: 10%
Estrutura econômica
Ao comentar o cenário dos estados com menores taxas de desocupação, o analista da pesquisa, William Kratochwill, apontou que esses estados apresentam patamares historicamente menores.
“A estrutura econômica dessas regiões é a principal explicação para terem números tão baixos, porque cada um tem uma característica diferente”, diz.
“Santa Catarina, por exemplo, é a unidade da federação que tem o maior percentual de pessoas contratadas na indústria, completou.
Para explicar por que estados do Nordeste apresentam taxas de desemprego mais altas, o analista do IBGE lembrou que a região é “sabidamente menos desenvolvida economicamente”, além de baixa escolarização.
“Isso talvez seja um empecilho para que se desenvolva mais economicamente, uma vez que falta mão de obra qualificada para a economia crescer”, disse.
Carteira assinada
O levantamento aponta que oito unidades da federação apresentam percentual de empregados com carteira assinada no setor privado superior à média do Brasil (74,4%):
Santa Catarina: 88,0%
São Paulo: 82,8%
Rio Grande do Sul: 82,0%
Mato Grosso do Sul: 80,8%
Paraná: 80,7%
Mato Grosso: 78,9%
Rio de Janeiro: 76,7%
Distrito Federal: 76,3%
Sete estados não chegam a 60% dos empregados com carteira assinada:
Maranhão: 51,9%
Piauí: 52,4%
Paraíba: 55,3%
Pará: 56,8%
Acre: 58,1%
Ceará: 58,9%
Bahia: 59,3%
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua)
Mais sobre a pesquisa:
A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. A cada trimestre, dois mil entrevistadores integrados às mais de 500 agências da rede de coleta do IBGE visitam uma amostra de 211 mil domicílios, percorrendo cerca de 3.500 municípios situados nas 27 unidades da federação do país.