Preço da cesta básica de alimentos cai em 24 capitais; Deflação de 2,35% em Fortaleza

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Na Capital cearense foi registrada a queda nos preços de oito dos 12 produtos da cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os produtos respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 670,63 Foto: Freepik

Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica caíram em 24 capitais brasileiras em novembro em relação ao mês anterior. O levantamento foi divulgado, na terça (9), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Em Fortaleza, no mês de novembro de 2025, o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica registrou uma deflação de -2,35%. A queda nos preços de oito dos doze
produtos da cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os produtos respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 670,63. 

Preços

O resultado foi influenciado pela queda nos preços de oito produtos. Destacam-se: o tomate (-15,64%), o açúcar (-5,37%) e a banana (-5,03%). Dentre os itens que registraram elevações em seus preços, destacam-se: o óleo (2,83%), o feijão (1,30%) e a carne (0,78%).  

Considerando o valor e tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 1.518,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 97h e 11 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade. O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 2.011,89.

Comparando o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador fortalezense
remunerado pelo piso nacional comprometeu, em novembro de 2025, 47,76% do seu salário para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.

Acumulados
 
Observando as variações semestral e anual da Cesta Básica em Fortaleza, verifica-se que foram de -7,94% e 1,01%, respectivamente. Isto significa que a alimentação básica em novembro de 2025 (R$ 670,63) está mais barata do que em maio de 2025 (R$ 728,49) e mais cara do que em novembro de 2024 (R$ 663,95).

No semestre, dos produtos que compõem a Cesta Básica, onze itens sofreram reduções em seus preços, dos quais, destacam-se: o tomate (-37,53%), o arroz (-17,51%) e o
açúcar (-9,13%). Somente um item apresentou elevação no preço: o óleo (6,78%).

Na série de 12 meses, dos produtos que compõem a Cesta Básica, entre os itens que apresentaram reduções no preço, destacam-se: o arroz (-32,32%), o açúcar (-13,97%) e
o feijão (-11,90%). Já os itens que apresentaram as maiores elevações foram o café (45,49%), o pão (4,88%), e a carne (4,80%).

No País

“O Brasil está colhendo esse ano a maior safra agrícola da nossa história, com o consumidor indo ao supermercado com um produto mais barato de excelente qualidade”, destacou o presidente da Conab, Edegar Pretto, em nota divulgada pelo governo.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos mostrou que as maiores reduções foram nas cidades de Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%), Maceió (-3,51%), Natal (-3,40%) e Palmas (-3,28%). Por outro lado, houve elevações em Rio Branco (0,77%), Campo Grande (0,29%) e Belém (0,28%).

No mês passado, os menores valores médios registrados foram em Aracaju (R$ 538,10), Maceió (R$ 571,47), Natal (R$ 591,38), João Pessoa (R$ 597,66) e Salvador (R$ 598,19). Por outro lado, o maior custo foi registrado em São Paulo (R$ 842,26), seguido por Florianópolis (R$ 800,68), Cuiabá (R$ 789,98), Porto Alegre (R$ 789,77) e Rio de Janeiro (R$ 783,96).

São Paulo, a mais cara, e Aracaju, mais barata
 
Na cidade de São Paulo (SP), também é maior a porcentagem do salário mínimo líquido (59,91%) necessário para comprar uma cesta básica. É também maior na capital paulista o tempo de trabalho mensal para a aquisição do conjunto de alimentos (121 horas e 55 minutos).

De outra forma, em Aracaju (SE), a cesta básica é mais barata (38,32% do salário mínimo) e há menor tempo de trabalho necessário para a compra dos alimentos (77 horas e 59 minutos).

Cafezinho

Outro produto que ficou mais barato, este em 20 cidades analisadas, foi o café em pó. Destacam-se as reduções em São Luís (-5,09%), Campo Grande (-3,39%) e Belo Horizonte (-3,12%).

Segundo avaliou o governo, a boa produtividade das lavouras e o lento processo de negociação das tarifas americanas, somados aos altos preços praticados nos supermercados, tiveram relação com a diminuição nos preços.