A cesta básica de Fortaleza fechou o ano com alta acumulada de 0,48%, a 13ª em valor nominal no País, custando R$ 677 e terminou 2025 como a mais cara do Nordeste.
Variações
Observando as variações semestral e anual da Cesta Básica em Fortaleza, verifica-se que foram de -7,90% e 0,48%, respectivamente. Isto significa que a
alimentação básica em dezembro de 2025 (R$ 677,00) está mais barata do que em junho de 2025 (R$ 735,11) e mais cara do que em dezembro de 2024 (R$ 673,77).

Altas em baixas
Na série de 12 meses, dos produtos que compõem a cesta em Fortaleza os itens que apresentaram as maiores elevações foram o café (38,26%), o tomate (9,81%) e o pão (4,34%). Já as reduções de preços mais significativas vieram do preço do arroz (-33,82%), o feijão (-13,59%) e farinha (-13,35%).
Dezembro
No mês de dezembro, o conjunto dos produtos da cesta básica ficaram 0,95% mais caros para os fortalezenses. A alta nos preços de sete dos 12
produtos da cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os produtos respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que
desembolsar R$ 677,00.
Percebe-se que a inflação nos preços da cesta básica foi influenciada pela alta nos preços de sete produtos da cesta, dos quais, destacam-se: a carne (2,52%), o tomate (1,78%) e a banana (1,07%). Dentre os produtos que registraram reduções em seus preços, destacam-se: o feijão (-3,04%), o arroz (-
2,76%) e o leite (-1,20%).
Salário mínimo necessário
Considerando o valor e tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 1.518,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho
de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 98h e 07 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade.
O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 2.031,00. Comparando o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador fortalezense
remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro de 2025, 48,21% do seu salário para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.
No País
Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda.
Ranking
A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).
As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).
Impacto da carne
Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.
Batata tem alta
A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.
A cesta básica mais cara do País continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).
Diferenças no Norte e NE
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).
Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.