Fortaleza começou ano com inflação acima da média do País; combustível mais caro pesa

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A Região Metropolitana de Fortaleza registrou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 0,47%, enquanto o geral do Brasil ficou em 0,33%. O grupo de Transportes liderou a alta com a gasolina mais cara e sem repasse da queda anunciada pela Petrobras Foto: Regina Carvalho

A Região Metropolitana de Fortaleza, registrou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial, de 0,47%.

Assim sendo, a Capital cearense já começou o ano de 2026 com pressão sobre os preços acima da média do País, de 0,33%. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (10), pelo IBGE.

Altas em sete grupos

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram resultados positivos em dezembro. Destacam-se as altas nos grupos de Transportes (1,80%), Comunicação (1,19%), Despesas Pessoais (1,00%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,72%).

Em transportes, apesar da queda verificada em transporte por aplicativo de (-15,91%), as altas em ônibus urbano (15,87%) e Táxi (6,65%) resultaram em uma elevação do grupo como um todo. A gasolina já mais cara não arrefeceu.

Mais aumentos

Em comunicação a elevação foi influenciada pelo item TV por assinatura (1,34%) e aparelho telefônico (3,3%). Em Despesas Pessoais, as maiores influências no item serviços pessoais foram: hospedagem (12,28%), higiene pessoal (1,12%), sobrancelha (1,84%) e recreação e fumo (1,86%).

Habitação e vestuário

Os grupos de Habitação e Vestuário apresentaram quedas de -0,74% e -0,75%, respectivamente. Em Habitação a principal contribuição foi energia elétrica (-3,89%). Apesar da alta em Vestuário no subitem Joias e Bijuterias de 3,27%, o grupo como um todo apresentou variação negativa.

INPC tem alta de 0,62%

O Índice de Preços ao Consumidor – INPC, para a Região Metropolitana de Fortaleza, teve alta de 0,62% em janeiro, 0,48 p.p. acima do resultado observado em dezembro (0,14%). Na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,60%, acima dos 4,05% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,10%.

Os produtos alimentícios se mantiveram estáveis em relação a dezembro/2025. Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,76%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) dos artigos de higiene pessoal (1,78%). A menor variação ocorreu em Recife (0,17%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e do transporte por aplicativo (-19,31%).

Mais pobres

O INPC, abrange as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.