Ceará gerou 19 mil postos de trabalho em 2026, o 2º do NE; Brasil acumula 767 mil novos empregos formais
Em 2026, 19.033 pessoas puderam comemorar o ingresso nos novos postos de emprego formal gerados no Ceará. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados na terça-feira (30/6). Eles colocam o Estado como o segundo maior gerador de empregos do Nordeste, atrás somente da Bahia (45.294).
Para o mês de maio, o Ceará registrou o total de 3.421 novos postos de trabalho. O resultado da relação entre o número de contratações com carteira assinada (57.914), que superou o de demissões (54.493).
Em suas redes sociais, o governador Elmano de Freitas comemorou os resultados. “O nosso estado registrou 19.033 novos postos de trabalho com carteira assinada em 2026. É o segundo maior gerador de empregos do Nordeste. Com isso, chegamos a 175 mil novos empregos nos últimos três anos”, destacou o governador.
Setores
O resultado foi puxado principalmente pelos serviços (2.139) e construção civil (1.444), mas também se destacou o setor do comércio (444). O nível de ocupação formal atingiu o total de 1.393.661 empregos com carteira assinada no Ceará.
Salário médio
Quanto ao salário médio de admissão, o Ceará registrou o melhor resultado do Nordeste, com o salário de R$ 2.096,81, acima da média da região, que ficou em R$ 2.065,69.
Brasil
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que entre janeiro e maio deste ano 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no Brasil. Em todas as unidades da Federação, o saldo de geração de emprego é positivo no período.
O salário médio real das pessoas admitidas em maio de 2026 foi R$ 2.384,10. Valor R$ 17,97 (0,75%) menor do que abril anterior, mas R$ 35,98 (+1,5%) acima do que o verificado no mesmo mês em 2025.
Os dados, que mensuram o mercado de trabalho formal, são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com o Caged, o País teve no mês de maio saldo positivo de 72.260 novas vagas, resultante da diferença entre 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. Os setores mais abriram vagas (saldo positivo) foram:
Serviços com mais 45.655 vagas,
Construção com mais 12.096 vagas
Indústria com mais 4.974 vagas
Agropecuária com mais 10.205 vagas e
Comércio com mais 40 vagas.
Atividades em alta
O crescimento do setor de Serviços foi impulsionado pelos subsetores de Saúde Humana e Serviços Sociais (mais 14.478 vagas), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+11.413); Transporte, Armazenagem e Correio (+6.227).
A abertura de vagas na Agropecuária se destaca nas culturas de café (+17.674), Laranja (+2.458); e Cana-de-Açúcar (+828).
No setor de construção civil, a abertura de vagas é puxada por obras de infraestrutura (+8.916).
Na indústria, a abertura de postos formais se deu especialmente pela fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.232), fabricação de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, e de combustível sólido para fabricação de alumínio, o coque (+2.294), e para fabricação de produtos alimentícios (+2.216).
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as maiores taxas de empregabilidade são serviço doméstico (12,86%), administração pública, defesa e seguridade social (5,41%), construção civil (5,23%) e transporte, armazenagem e correio (1,99%).
Unidades da Federação
Em maio, o emprego formal aumentou em 22 das 27 unidades da Federação. No mês se destacam São Paulo (com alta de 18.224 vagas), Espirito Santo (+9.532), Rio de Janeiro (+9.195).
O desempenho foi negativo, no entanto, no Rio Grande do Sul (menos 5.657 vagas), Goiás (-2.742), Tocantins (--743), Santa Catarina (-662) e Alagoas (-75). De acordo com Rogério Marinho, o revés tem a ver com a “sazonalidade de setores do agro”.
No caso do RS, a diminuição de postos é atribuída pelo MTE em parte ao agro, por causa do final de safra, e também à imposição de tarifas pelos Estados Unidos a setores como o de couro e calçados.
