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 As companhias aéreas brasileiras já estão ajustando a malha aérea doméstica para tentar amenizar os reflexos da escalada dos custos operacionais. Foram suspensos 2 mil voos previstos para maio. a Europa tem “talvez cerca de seis semanas de combustível de aviação restantes Foto: Divulgação

 

Guerra impacta nos voos e companhias cancelam saídas no Brasil; situação pior na Europa

Os preços do barril de petróleo continuam a subir em consequência da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Enquanto isso, os impactos se fazem sentir. As companhias aéreas brasileiras já estão ajustando a malha aérea doméstica para tentar amenizar os reflexos da escalada dos custos operacionais. Foram suspensos 2 mil voos previstos para maio. 

A Petrobras havia anunciado alta no Querosene de Aviação de 55% e, mesmo diante de parcelamento da alta, as companhias aéreas começaram a reduzir os voos. A situação na Europa é ainda mais preocupante, com poucos meses de suprimento previstos.

A partir do sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se constata que estavam programados 2.193 voos diários para maio, número que caiu para 2.128 em consulta recente. Na prática, são 2.015 voos a menos no total mensal, uma retração de 2,9% na oferta.

Regionais em baixa

Os cortes atingem, principalmente, mercados regionais. Entre os estados mais afetados estão Amazonas, com redução de 17,5% no número de voos, seguido por Pernambuco (-10,5%), Goiás (-9,3%), Pará (-9,0%) e Paraíba (-8,9%).

Europa

O chefe da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), Fatih Birol, alertou que a Europa tem “talvez cerca de seis semanas de combustível de aviação restantes“. A declaração à agência de notícias Associated Press está relacionada à guerra no Oriente Médio, que interrompeu o fluxo regular de petróleo na região.

O principal motivo para esse cenário crítico continua sendo o fluxo no Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã e que virou o palco central da disputa com os Estados Unidos enquanto os países não chegam a um acordo para encerrar o conflito. Por lá passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo.