Remédios terão aumento de 1,13% a 3,81% a partir de abril
Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil vão ser reajustados a partir do dia 1º de abril, como ocorre anualmente. O aumento foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que estabeleceu altas que variam entre 1,13% a 3,81%, dependendo do tipo de remédio, com base em fatores como a evolução dos custos de produção e as condições econômicas do País.
Os índices divulgados funcionam como um teto máximo de aumento. Ou seja, cada laboratório decide se vai aplicar o reajuste e as farmácias ainda podem oferecer descontos.
Transição gradual
Apesar da previsão de alta, o impacto não costuma ser imediato nas farmácias. Isso ocorre porque muitos estabelecimentos ainda possuem estoques adquiridos com preços anteriores, o que permite uma transição gradual antes da aplicação integral dos novos valores. Por esse motivo, a recomendação não é antecipar compras ou fazer estoques desnecessários.
Segundo Maurício Filizola, diretor do Sincofarma e presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, pesquisar preços continua sendo a melhor estratégia para economizar. Ele também destaca que a rede tem reforçado seus estoques como forma de reduzir o impacto inicial para os consumidores. “Uma alternativa importante é optar pelos medicamentos genéricos, que, por lei, costumam ser cerca de 35% mais baratos em relação aos de referência”, ressalta Maurício.
O reajuste abrange medicamentos de prescrição médica regulados pela CMED. A aplicação dos novos preços pelas farmácias depende da publicação no Diário Oficial da União, prevista até 31 de março.
Concorrência
Na prática, remédios com mais opções no mercado tendem a apresentar aumentos menores, enquanto aqueles com menor concorrência costumam ter correções mais elevadas. A atualização segue uma regra prevista em lei e leva em conta a inflação oficial do País, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O reajuste é baseado no IPCA, produtividade da indústria (Fator X) e concorrência. O aumento não é automático, sendo um teto máximo sobre o Preço Máximo ao Consumidor (PMC).
Genéricos
Este é um dos menores índices de reajuste desde 2018. Medicamentos fitoterápicos, isentos de prescrição com alta concorrência e homeopáticos podem não seguir essas regras de reajuste. A concorrência no nível 1 (genéricos) permite maior liberdade de preço pelas farmácias, enquanto medicamentos de nível 3 (geralmente exclusivos) têm o menor percentual de aumento permitido.
Principais Detalhes do Reajuste 2026 (Projeção e Definição):
Faixas de Reajuste (Níveis de Concorrência):
Nível 1 (Alta Concorrência): Até 3,81%.
Nível 2 (Concorrência Média): Até 2,47%.
Nível 3 (Baixa Concorrência): Até 1,13%.
