Cesta básica tem deflação de -0,32% em Fortaleza em junho, mas subiu 21,48% no semestre
Em junho de 2026, o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Fortaleza registrou uma deflação de -0,32%. A queda nos preços de sete dos doze produtos da cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os itens respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 822,43.
Peso no orçamento
Observando as variações semestral e anual da Cesta Básica em Fortaleza, verifica-se que foram de 21,48% e 11,88%, respectivamente. Isto significa que a alimentação básica em junho de 2026 (R$ 822,43) está mais cara do que em dezembro de 2025 (R$ 677,00) e mais cara do que em junho de 2025 (R$ 735,11).
Acumulados
No semestre, dos produtos que compõem a Cesta Básica, oito itens sofreram elevações em seus preços, dos quais, destacam-se: o tomate (138,35%), o feijão (57,04%) e a carne (11,53%). Outros três itens apresentaram reduções no preço, são eles: o óleo (-8,57%), o café (-8,11%) e o açúcar (-7,16%).
Na série de 12 meses, dos produtos que compõem a Cesta Básica, entre os itens que apresentaram reduções no preço, destacam-se: o arroz (-18,36%), o açúcar (-13,78%) e o café (-13,40%). Já os itens que apresentaram as maiores elevações foram o feijão (46,61%), o tomate (41,04%) e a carne (13,56%).
Custo x trabalho
Considerando o valor e tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 1.621,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 111h e 37 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade.
O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 2.467,29. Comparando o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador fortalezense remunerado pelo piso nacional comprometeu, em junho de 2026, 54,85% do seu salário para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.
Altas e baixas
A deflação nos preços da cesta básica foi influenciada pela baixa nos preços de sete produtos da cesta, dos quais destacam-se: a banana (-4,73%), o café (-3,41%) e o tomate (-3,34%). Entre os produtos que registraram elevações em seus preços, destacam-se: o feijão (9,23%), o pão (1,52%) e o leite (1,04%).
No País
A cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho. Nas demais capitais e no Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
A maior redução, por sua vez, foi constatada em João Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%). Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.
Cesta mais cara
Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).
Números da Cesta básica em Fortaleza
Valor da cesta: R$ 822,43.
• Variação mensal: -0,32%.
• Variação em 6 meses: 21,48%.
• Variação em 12 meses: 11,88%.
• Jornada necessária para comprar a cesta básica: 111 horas e 37 minutos.
• Produtos com alta em relação ao mês anterior: feijão (9,23%), pão (1,52%), leite (1,04%), carne (0,54%) e manteiga (0,47%).
• Produtos com redução em relação ao mês anterior: banana (-4,73%), café (-3,41%), tomate (-3,34%), óleo (-2,37%), arroz (-1,21%), farinha (-1,13%) e açúcar (-1,09%).
• Percentual do salário mínimo líquido (R$ 1.499,43) para compra dos produtos da cesta básica na capital: 54,85%.
• R$ 8.110,92 é o salário mínimo necessário para uma família com 4 pessoas, o que corresponde a 5,00 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.621,00.
