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“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) Foto: Agência Brasil

 

Alta do QAV: aéreas prevêem consequências severas

O reajuste de mais de 55% no querosene de aviação (QAV) anunciado nesta quarta-feira (1°/4) pela Petrobras deverá ter “consequências severas” na aviação civil, especialmente na abertura de novas rotas e ofertas de serviços. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa as principais companhias aéreas do País. (Clique para ler mais)

Fatia de 45% dos custos

Segundo a entidade, com o reajuste, somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.

“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Abear.

A entidade explica que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional.

“Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”. A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express.

Últimos reajustes

No início de março, o reajuste médio do QAV havia sido de cerca de 9%; e em fevereiro, de -1%. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Escalada e pressão

O Ministério de Portos e Aeroportos enviou uma proposta ao Ministério da Fazenda com sugestões para reduzir a pressão sobre o setor aéreo. A ideia é tentar reduzir o impacto sobre as passagens aéreas.

O documento, que foi elaborado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), traz sugestões, mas não há definição ainda. Uma das possibilidades é a redução temporária de tributos incidentes sobre o querosene de aviação (QAv); redução do IOF sobre operações financeiras das empresas aéreas. Outra alternativa é a redução do Imposto de Renda sobre operações de leasing de aeronaves. (Agência Brasil)