Mais difícil voar: nova alta no QAV de 6,7% e 48,7% acumulados

aviao
Pressão do preço do barril de petróleo faz a alta acumulada chegar a 48,7% no ano. Custos estruturais sobem para as companhias aéreas e afastam uma parcela dos passageiros da possibilidade de voar

Difícil de bancar o combustível para se transportar em terra e também agora ainda mais caro viajar por via aérea. A Petrobras anunciou reajuste de 6,7% no preço do querosene de aviação que começou a valer neste 1º de maio e já acumula somente em 2022 uma alta de 48,7%. Resultado: mais impacto sobre os preços dos bilhetes das cománhias aéreas.

A justificativa agora tem sido a guerra na Ucrânia impactando negativamente os custos estruturais das companhias aéreas, com a pressão do preço do barril de petróleo sobre o querosene de aviação (QAV).

Alta de 92% só em 2021

De 1º de janeiro a 1º de maio, a alta chega a 48,7%, segundo dados da Petrobras compilados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR). Somente no ano passado, o valor do QAV acumulou aumento de 92%.

“Mais uma vez o reajuste anunciado pela Petrobras comprova como as companhias aéreas enfrentam diariamente a a alta dos custos estruturais, sobretudo com o atual cenário de guerra na Ucrânia que traz muita pressão para o preço do barril de petróleo e para a cotação do dólar. O setor permanece sendo resiliente, mas a atual conjuntura traz muita dificuldade para podermos obter uma recuperação vigorosa diante da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus”, afirma o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz.