Varejo e serviços: caminho gradual para nível pré-pandemia

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Lucas Maynard, economista do Santander, explica que à medida que a mobilidade é retomada, o setor de serviços reage e espera que, no fim do ano, chegue ao patamar pré-pandemia

O IGet, índice que acompanha o desempenho dos setores de Varejo e Serviços, desenvolvido pelo Departamento Econômico do Santander em parceria com a Getnet, mostra crescimento no início deste trimestre, já descontados os valores sazonais.

Em julho, os varejos ampliado e restrito tiveram alta de 2,3% e 3,9% ante junho, respectivamente, operando nos maiores níveis desde outubro de 2020. Já o setor de Serviços registrou crescimento pelo quinto mês consecutivo, fechando com alta de 12,5% em comparação a junho, maior nível desde fevereiro de 2020.

Serviços mais afetados

Lucas Maynard, economista do Santander, explica que à medida que a mobilidade é retomada, o setor de serviços, que foi bastante afetado durante a pandemia, recupere-se gradualmente. “Nossa expectativa é que no fim do ano, o índice esteja bem próximo ao patamar pré-pandemia”, afirma o executivo.

Das categorias analisadas no varejo ampliado, houve queda de 7,8% em Materiais de Construção e alta de 0,9% em Partes e Peças Automotivas. 

No varejo restrito, o crescimento foi puxado por Outros (24,8%), que abrange principalmente Artigos Pessoais, Vestuário (10,8%), Supermercados (2,1%) e Materiais para Escritório (0,9%). Em serviços, Alojamento e Alimentação e Outros, que inclui Cultura e Lazer, tiveram crescimento de 13,7% e 6,4%, respectivamente.

Na comparação com julho de 2020, o varejo ampliado teve queda de 1,9% e o varejo restrito teve alta de 0,7%. Já o setor de serviços mostrou crescimento de 63,5%.