Varejo ampliado do CE tem 4ª maior retração do País

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As atividades de veículos, motocicletas, partes e peças (-10,3%), bem como os materiais de construção (-4,2%) tiveram retração

A realidade de queda nas vendas continua a assombrar o comércio, com maior impacto ainda se considerado o varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção. 

De acordo com pesquisa do IBGE, em  janeiro de 2021, o volume de vendas do comércio varejista ampliado cearense foi de -4,2%, frente a dezembro na série com ajuste sazonal. O resultado é o quarto pior do País.

Os piores desempenhos ficaram por conta de: Amazonas com -33,9%, Rondônia com -5,8% e Distrito Federal com -4,7%. E os melhores desempenhos ficaram com o Tocantins com 6% e Minas Gerais com 4,2%.

As atividades de veículos, motocicletas, partes e peças (-10,3%), bem como os materiais de construção (-4,2%) tiveram retração.

Em baixa

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o comércio varejista ampliado no Ceará alcançou -6,4%. No acumulado do ano, o setor apresentou -6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador alcançou -5,8%.

A variação percentual, que compara o volume de vendas do comércio varejista ampliado do mês atual com o mês anterior, de -4,2%, obtida em janeiro, colocou o comércio varejista do Estado do Ceará como o quarto com maior retração entre as outras unidades da federação.

Varejo restrito

Em janeiro de 2021, o volume de serviços cearense foi de -4,9%, frente a dezembro de 2020, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o desempenho dos serviços no Ceará foi -5,1%. No acumulado no ano, o setor apresentou desempenho de -5,1%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador alcançou -6,0%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (12), pelo IBGE. 

A variação percentual, que compara o volume de vendas do mês atual com o mês anterior, de -4,9% obtida em janeiro de 2021 colocou o comércio varejista do Estado do Ceará na antepenúltima posição entre as outras unidades da federação. Os piores desempenhos ficaram por conta de: Amazonas com -29,7%, Rondônia com -9,1% e Ceará com -4,9%. E os melhores desempenhos ficaram por conta de: Minas Gerais com 8,3%, Tocantins com 3,7% e Acre com 1,1%.

Seis segmentos recuam

Das oito atividades investigadas, apenas duas tiveram taxas positivas em janeiro, no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Entre elas, equipamentos e materiais para escritório, informático e comunicação teve uma variação de 18,5%, acumulando nos últimos 12 meses 7,8%.

A segunda variação positiva veio dos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com variação de 6,1%, e um acumulado de 12 meses de 0,2%.

Já no lado das quedas destacaram-se os livros, jornais, revistas e papelarias (-45,3%) e os tecidos, vestuário e calçados (-22,1%). Outras quedas foram registradas em outros artigos de uso pessoal e doméstico (-11,6%), móveis e eletrodomésticos (-3,7%), combustíveis e lubrificantes (-3,6%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícias, bebidas e fumo (-2,0%).