Ceará já perdeu R$ 7,8 bilhões no turismo, retração de 50%

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Com uma vocação para o turismo que impulsiona uma enorme cadeia, o Ceará enfrenta uma retração relativa sem precedentes no setor e já é maior percentualmente que o verificado em São Paulo

As perdas mensais sofridas pelo setor do turismo já somam R$ 355,2 bilhões desde março de 2020 e, atualmente, o turismo brasileiro opera apenas com 48% da sua capacidade mensal de geração de receitas.

Com uma cadeia turística que é vocação do Estado, o Ceará amarga R$ 7,8 bilhões em prejuízo no segmento até abril de 2021 e teve maior retração em termos relativos que São Paulo.

O Ceará viu o setor sofrer uma queda de 50%, deflagrada pela pandemia do novo coronavírus.

De acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ao analisar dados do IBGE, os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, principais focos da Covid19 no Brasil, concentram mais da metade (52%) do prejuízo nacional apurado pelo setor.

Enquanto São Paulo teve prejuízo de R$ 142,6 bilhões, o Rio viu se esvaírem R$ 43,4 bilhões. Além das perdas absolutas, em termos relativos, a retração computada em São Paulo (-48,7%) só não é maior do que aquela verificada no Ceará (-50,0%), que liderou o estrago. 

Impacto no emprego

O contraste do Turismo com os demais setores da economia torna-se evidente através do nível de ocupação formal. Segundo as estatísticas mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos últimos 12 meses encerrados em abril foram eliminados 184,4 mil empregos formais, o equivalente a uma retração de 5,8% na força de trabalho dessas atividades.

Desde o início da pandemia, o turismo brasileiro teve que eliminar 474,1 mil postos formais de trabalho no setor (13,5% do estoque de empregos verificados antes da crise sanitária.