Anatel e Embraer avaliarão se 5G pode atrapalhar o tráfego aéreo

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A polêmica existe não apenas no Brasil, nos Estados Unidos, onde a fase de implementação do 5G está mais avançada, essa questão já causou cancelamentos e alterações nos voos, apesar de nenhum incidente ter sido registrado 

Recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a fabricante brasileira de aviões Embraer, anunciaram que realizarão um estudo sobre a possível interferência do 5G nos sistemas de aproximação das aeronaves de aeroportos, que podem controlar, por exemplo, a distância do avião em relação ao solo. 

A pesquisa foi motivada por uma suspeita de interferência do 5G na faixa de frequência de 3,5 GHz, considerada a principal para a operação comercial da nova tecnologia.

Estudo imprescindível

Para Giovani Pacifico, diretor de produtos e vendas da Zyxel Brasil, multinacional taiwanesa especializada em soluções de conectividade e redes corporativas, apesar de outros países já terem iniciado a implementação da quinta geração de internet móvel, ainda é tudo muito recente e esse tipo de estudo é imprescindível por diversos fatores, como por exemplo as variações na faixa de frequência que as operadoras estão autorizadas a usar em cada lugar.

Polêmica  

Esta não é uma polêmica apenas no Brasil, nos Estados Unidos, onde a fase de implementação do 5G está mais avançada, essa questão já causou cancelamentos e alterações nos voos, apesar de nenhum incidente ter sido registrado.

“Não há dúvidas que o 5G vai provocar uma revolução digital por permitir o tráfego de dados muito mais rápido, tornar as conexões mais estáveis e suportar um número elevado de equipamentos conectados ao mesmo tempo, mas ele exige cautela como qualquer novidade”, comenta o executivo.

Ainda não há datas para início das avaliações da Anatel em parceria com a Embraer e nem para divulgação dos resultados preliminares. Até o momento o cronograma inicial para implementação do 5G no Brasil segue inalterado, com início a partir de julho deste ano.