Sindquímica-CE marca 35 anos com projetos estruturantes

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Paulo Gurgel, presidente do Sindiquímica: expectativa para o início das operações do Pólo Químico de Guaiúba e com foco na implantação de uma plataforma de negócios

O Sindicato das Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Destilação e Refinação de Petróleo no Estado do Ceará – Sindquímica-CE comemora, nesta quarta-feira (21), os seus 35 anos. Com diversos projetos em andamento, o maior deles e prestes a iniciar suas operações é o Pólo Químico de Guaiúba.

A pedra fundamental do ambiente dedicado à expansão do setor foi colocada ainda em 2014, na gestão do então presidente Marcos Soares, da Fortsan.

Investimento de R$ 100 mi

Hoje, sob a gestão do empresário Paulo César Gurgel, do Grupo Alyne Cosméticos, o sindicato prepara-se para inaugurar aquele que abrigará, inicialmente, 28 empresas do setor, associadas ao sindicato, com um investimento de R$ 100 milhões e previsão de empregar mais de 2 mil pessoas.

Intraplast

A Intraplast, empresa genuinamente cearense especializada na produção de embalagens plásticas para bolos, tortas, salgados, sushis e ovos, do empresário Beto Chaves (vice-presidente do Sindquímica-CE), será a primeira empresa a iniciar suas operações no Pólo, no início do mês de maio.

Digitalização

Além do Pólo Químico de Guaiúba, o Sindquímica-CE trabalha, atualmente, em outros dois grandes projetos. Um deles é a construção e disponibilização para os seus associados de uma plataforma completa de negócios, onde eles poderão ter acesso a fornecedores, realizar compras de matérias-primas, acessar informações relevantes do setor, dentre outras facilidades, em um único canal.

A outra iniciativa, cuja implantação já está sendo pensada, é a obtenção da certificação ISO 56002 entre as empresas associadas. Tal medida fomentará uma ambiência de inovação dentro das empresas do setor, incentivando um maior desenvolvimento desses negócios. As iniciativas estão sendo construídas com o apoio da FIEC e do Sebrae.

Importância na economia

Para o presidente do Sindquímica-CE, Paulo Gurgel, o setor cumpre um importante papel na economia cearense e, na pandemia, teve a sua relevância e responsabilidade ampliados por conta da altíssima demanda por produtos como álcool em gel e sabonetes.

“Celebrar os 35 anos de um sindicato que representa e agrega um setor tão essencial para a indústria e para a economia é algo que nos enche de alegria e orgulho. Trata-se de uma trajetória de muito trabalho, dedicação e projetos daqueles que me antecederam na presidência – os empresários João Fontenelle, José Dias e Marcos Soares – e de tantos outros que compuseram e compõem a diretoria de cada gestão e que hoje, busco dar continuidade", destaca  o presidente do Sindquímica-CE.

"O setor químico, pela sua abrangência e relevância, participa hoje com mais de 6% na indústria do estado, uma expressiva fatia que traduz o esforço de empresários dos ramos de cosméticos, plásticos, saneantes, tintas, setor farmacêutico, colchões, destilação e derivados de petróleo e óleo visando um crescimento contínuo. São segmentos essenciais, que tiveram, cada um à sua maneira, papeis e importância ampliados no período pandêmico”, assinala.

Representatividade

Hoje, o Sindquímica-CE, que é um dos 40 sindicatos pertencentes à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), conta com 120 associados e segue em constante crescimento. O setor químico no estado, por sua vez, tem faturamento anual de cerca de R$1,5 bilhão e ocupa a sexta colocação no ranking industrial do estado, com 6,3% de participação na indústria cearense. O setor emprega cerca de 13.113 pessoas em todo Ceará. Já as exportações anuais ficam em torno de US$56.4 milhões, o que corresponde a 2,5% das exportações cearenses.