CSP obtém recorde de produção de placas de alta tecnologia

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A CSP atinge novos recordes na produção de aços premium e alcança novos mercados. O recorde mensal no fim de 2021 foi de 42% e no ano foram produzidas 2,8 mi de toneladas Foto: Divulgação 

A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) produziu 2,8 milhões de toneladas de aços em 2021. O grande marco foi o percentual de placas HTS (alta-tecnologia), chegando à média anual de 24,4% e, em novembro, o recorde mensal de 42%.

Mais mercados atingidos

A empresa tem ampliado continuamente a participação no mercado nacional e internacional de aços de extrema resistência e limpidez, atendendo indústrias do petróleo, química, automotiva de luxo, de maquinários pesados, de torres eólicas e infraestrutura.

Na média do ano de 2021, os aços de alta tecnologia representaram 24,4% da produção de 2,8 milhões de toneladas do ano. A linha de produtos premium chegou a 42% de participação da produção de novembro, o recorde mensal. 

“Nós conseguimos aumentar o percentual de aços de alta tecnologia com um excelente índice de qualidade. Desde 2018, a CSP já era um fornecedor típico de classe mundial. Mas fechamos 2021 com a performance máxima, de Seis Sigma. Isso, em geral, é a classificação necessária para atender a indústria aeronáutica, que exige muito mais qualidade, onde o índice de falha tem que ser menor ainda”, explica o gerente Geral de Metalurgia e Qualidade na CSP, Alex Nascimento. 

144 tipos de aços

A CSP, localizada em São Gonçalo do Amarante, no estado do Ceará, já produziu 144 tipos de aços de alta tecnologia nos últimos cinco anos, atendendo a mais de 30 clientes dos mercados europeu, brasileiro, americano, canadense e mexicano. “Já chegamos à marca de mais de 200 mil toneladas de aços de alta performance fornecidos para a indústria do petróleo e mais de 300 mil toneladas para o mercado automotivo. Tudo isso demonstra a capacidade da CSP. Cada empregado tem que sentir muito orgulho dessa conquista. Cada um participa com a sua contribuição em seu posto de trabalho para que a gente atinja esses números, conquistando cada vez mais respeito e credibilidade dos nossos clientes”, ressalta Alex Nascimento. 

Diversas aplicações

Os aços de alta tecnologia se diferenciam das placas de aço comerciais por serem destinadas a aplicações que requerem maior variedade de elementos químicos na composição e por exigirem extrema limpidez. As tubulações para a passagem de petróleo ou gás, por exemplo, demandam aços com 16 elementos químicos.

Para torres eólicas, motores, equipamentos de linha amarela (maquinários pesados) e construção de pontes, a resistência mecânica abrasiva é essencial. Para o contato com o petróleo, o aço deve estar apto a ambientes corrosivos e de temperaturas agressivas. Em automóveis, esses aços HTS são aplicados a peças de segurança, estruturais e na barra de direção, por exemplo. Para a composição externa do veículo, o aço deve ter conformação mecânica, possibilitando as curvas e o complexo design. 

Maior rentabilidade

Esse produto premium melhora as margens e a rentabilidade do mix de vendas em plantas siderúrgicas com essa capacidade de produção. Alex Nascimento relata que a usina esteve sempre focada nesse resultado. “A CSP tem uma instalação que é totalmente alinhada e projetada para o desenvolvimento desses aços de alta tecnologia. É uma planta extremamente moderna em termos de equipamentos e com empregados qualificados. Mas tudo isso precisa que órgãos externos atestem essa capacidade. Constantemente, recebemos agências certificadoras, visitas de clientes e os mais diversos tipos de auditorias, quando mostramos nosso gerenciamento e capacidade de produzir esses aços”, detalha.