Serviços no CE crescem 1% em fevereiro; queda de 9,9% no ano

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Muito ligados ao lazer e ao turismo, os serviços amargam dificuldades. Entre os segmentos, os serviços prestados às famílias (-40,0%) exerceram a influência negativa importante, pressionados pela queda nas receitas dos ramos de restaurantes; hotéis; serviços de bufê; e atividades de condicionamento físico

Em fevereiro, o volume de serviços cearense foi de 1,0%, frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o desempenho dos serviços no Estado foi de -8,6%. No acumulado no ano, o setor apresentou desempenho de -9,9%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, retração menor que a registrada a nível nacional, de -3,5%. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador alcançou -15,3%.

Reação e queda

Para um mês de fevereiro, essa é a primeira alta desde fevereiro de 2016, quando a variação mensal foi 3,0%. A reação do setor que vem bastante sofrido ocorre neste início do ano, mas deve registrar retração a partir de março, diante do agravamento da pandemia e novo isolamento rígido adotado no Estado.

A variação percentual, que compara o volume de serviços do mês atual com o mês anterior, de 1,0% obtida em fevereiro de 2021, colocou o setor de serviços do Estado do Ceará na posição intermediária entre as outras unidades da federação. Os piores desempenhos ficaram por conta de: Amapá com -8,3%, Acre com -5,8% e Distrito Federal com -5,1%. E os melhores desempenhos ficaram por conta de: Mato Grosso com 14,8%, Tocantins com 11,5% e Rondônia com 9,1%.

Serviços às famílias despencam

Entre os setores, os serviços prestados às famílias (-40,0%) exerceram a influência negativa mais importante, pressionados, em grande medida, pela queda nas receitas das empresas dos ramos de restaurantes; hotéis; serviços de bufê; e atividades de condicionamento físico. Os demais recuos vieram dos outros serviços (-19,6%) e dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-10,5%).

Nos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, o recuo é explicado pela queda de receita das empresas de transporte aéreo, rodoviário coletivo e metroferroviário (todos de passageiros); estacionamento de veículos; concessionárias de rodovias; e transporte marítimo de longo curso.

As contribuições positivas no mês vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (7,4%), após dois meses de variação negativa, colocando o Ceará como a terceira maior alta do País, atrás apenas de Goiás (28,3%) e Santa Catarina (23,8%).

Outro setor com variação positiva foi o de informação e comunicação (1,3%). O avanço em informação e comunicação foi impulsionado, sobretudo, pelas empresas dos ramos de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; outras atividades de telecomunicações; e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.