Serasa Score 2.0 atribui nova nota de crédito ao consumidor

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Em meio à pandemia, a Serasa registrou um salto de 127% nas negociações de dívidas neste ano, atingindo 10 milhões de acordos, ante 4,4 milhões em igual período do ano passado Foto: Freepik

Muito lembrada por registrar o perfil financeiro dos consumidores, identificando aqueles com pendências, além de promover negociações com a ações de "limpa nome", a Serasa vem em um processo contínuo de expansão de seus serviços e apresentou, em live nesta quarta-feira (26), o Serasa Score 2.0.

O novo sistema de ranking de crédito, segundo o diretor de Produtos da Serasa, Lucas Lopes, considera as recentes mudanças do mercado, levando em conta mais dados e trazendo fidelidade sobre a condição financeira do brasileiro. 

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Negociações

A empresa, que registrou um salto de 127% nas negociações de dívidas neste ano, atingindo 10 milhões de acordos, ante 4,4 milhões em igual período do ano passado, busca com a nova pontuação de risco de crédito, trazer ainda mais relevância na informação prestada sobre o histórico de cada consumidor.

"Passamos a levar mais em consideração os hábitos positivos recentes, como contas pagas em dia. No modelo atual, quem quita tudo em dia faz muito mais diferença", aponta Lopes.

Perfil x risco

O novo modelo de cálculo atribui ainda mais peso aos bons hábitos financeiros, dados oriundos do Cadastro Positivo, que mostra os antecedentes de pagamentos, como cartão de crédito, empréstimos, limite de crédito, entre outros. Além disso, a nova metodologia dá menos peso ao histórico de dívidas e é mais completa, já que inclui informações do SPC Brasil.

O serviço estará disponível inicialmente no aplicativo da Serasa. Posteriormente, em cerca de duas semanas, o novo sistema poderá ser consultado por todos os usuários. 

O Score 2.0 utiliza uma pontuação de crédito que vai de zero a 1000 e indica para o mercado quais são as chances de o consumidor pagar as contas em dia. Ou seja, essa é a pontuação que mostra qual é o nível de risco de se dar crédito a uma pessoa com base no seu comportamento financeiro atual.

Os dados têm o objetivo de proporcionar maior autonomia para considerar as concessões e tomadas de crédito. Pelo novo modelo, um score muito bom está entre 701 e 1000 pontos; bom, entre 501 e 700; regular, entre 301 e 500; e baixo entre 0 e 300.

Para chegar ao número atribuído a cada consumidor, o cálculo considera informações positivas e negativas. Dívidas em atraso, por exemplo, reduzem a pontuação, mas estabelecer um bom histórico de pagamentos de crédito aumenta a nota.