Remédios até 10,08% mais caros; governo encolhe o Farmácia Popular

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A inflação dos medicamentos pressiona os brasileiros no momento em que mais necessitam de tratamento e o aumento de preços foi mais que o dobro do registrado em 2020

Em meio à pandemia de Covid19 e com uma demanda cada vez mais elevada por medicamentos, a partir desta quinta-feira (1°), os remédios terão reajustes de até 10,08%, segundo anúncio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Os maiores aumentos serão para remédios que têm maior competição entre as marcas.  Conforme a disputa de mercado diminui, o reajuste cai para 6,79%. A autorização para os aumentos de preço foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

No ano passado o reajuste foi de 4,22% em média, saltando para 8,43%, o dobro do observado em 2020. Como as empresas definem o quanto aplicam, os valores podem ir até o teto que foi liberado.

Farmácia Popular

Enquanto isso, o Farmácia Popular encolhe. Criado para distribuir remédios gratuitos ou com descontos à população de baixa renda, o programa  foi reduzido na gestão de Jair Bolsonaro mesmo durante a pandemia da Covid-19. 

Na lista de remédios que estão no programa que é a única possibilidade de tratamento para muitas pessoas com doenças crônicas estão medicamentos para asma e hipertensão, e que, portanto, estão no grupo de risco do coronavírus.

Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram 20,1 milhões de beneficiários no programa. Isso representa 1,2 milhão a menos que no ano anterior. A cobertura de 2020 foi a menor desde 2014. Remédios para controle de rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de anticoncepcionais, são vendidos com desconto de até 90%.