Gasolina sobe outra vez e vem aí alta da energia

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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (15) aumentos de R$ 0,10 (3,7%) no preço do diesel e de R$ 0,05 (1,9%) no da gasolina e a conta de energia vai ficar mais cara com vigência a partir de 22 de abril para os cearenses Fotomontagem: Regina Carvalho 

Está cada vez mais difícil conciliar e manter um equilíbrio doméstico diante dos reajustes e aceleração da inflação. Esta é uma conta que não fecha para muitos brasileiros. E dois itens indispensáveis causarão ainda mais impacto: os combustíveis e a energia elétrica.

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (15) aumentos de R$ 0,10 (3,7%) no preço do diesel e de R$ 0,05 (1,9%) no da gasolina. Os valores serão reajustados a partir desta sexta-feira (16) nas refinarias da estatal, onde o litro do diesel passará a custar R$ 2,76, e o da gasolina, R$ 2,64.

Com o novo aumento, o preço da gasolina passa a acumular alta de 43,47% desde o início do ano, enquanto o valor do diesel já subiu 36,63%.

A última mudança nos preços dos combustíveis ocorreu no sábado anterior, quando a Petrobras havia anunciado uma redução de R$ 0,08 no preço do diesel e mantido o preço da gasolina em R$ 2,59.

Os reajustes de preços da Petrobras acompanham variações do valor dos combustíveis e do dólar no mercado internacional. Com isso, os aumentos ou reduções de preços ocorrem sem periodicidade definida, o que, segundo a estatal, permite competir de maneira mais eficiente e flexível.

Desde o início do ano, os preços acumulam alta tanto para a gasolina, que encerrou 2020 vendida a R$ 1,84 nas refinarias da Petrobras, quanto para o diesel, que era negociado a cerca de R$ 2 por litro.

A Petrobras afirma que os preços cobrados por suas refinarias têm "influência limitada" sobre o que é cobrado dos consumidores finais desses combustíveis. Entretanto, não é isso que os brasileiros estão constatando e também os indicadores de inflação, cada vez mais pressionados.

Energia

A exemplo do que ocorre anualmente, a Aneel anuncia o reajuste dos consumidores da Enel no Ceará para iniciar a vigência a partir de 22 de abril. A preocupação em relação a este ano é ainda maior, diante do aperto financeiro da maioria da população e das dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo. Além disso, a expectativa é de uma alta de até 20%. A Fiec cogitou aumento de 17%, o que eleva a preocupação dos consumidores da distribuidora.