Primeiras empresas estão prestes a 'start' do Polo Químico

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A nova área industrial em Guaiúba receberá cerca de 24 empresas do setor químico, com um investimento de cerca de R$ 150 milhões, gerando mais de 2 mil empregos Foto: Freepik

Pelo menos três empresas do novo polo químico já estão com instalações adiantadas aguardando o start oficial da nova área industrial em Guaiúba, no Ceará.

A Intraplast teve a energia ligada e a expectativa é que inicie as operações antes do fim do mês de julho. A CB Móveis e a Fortfix também se preparam.

A nova área industrial em Guaiúba receberá cerca de 24 empresas do setor químico, associadas ao Sindquímica-CE, com um investimento de cerca de R$ 150 milhões, gerando mais de 2 mil empregos.

Interação

Enquanto não ocorre uma solenidade oficial, o Sindquímica-CE recebeu representantes do IFCE e da UFC para apresentação do polo químico.

O diretor de Relações Industriais do Sindquímica-CE e Presidente do Instituto Orbitar, Marcos Soares, recebeu representantes de instituições de ensino e pesquisa, na terça-feira (6/7), para apresentar este que é o maior projeto do sindicato atualmente.

Produção x ambiente adequado

Durante os encontros, Marcos Soares explicou desde a concepção do projeto ao status atual. De acordo com ele, a ideia do polo surgiu há oito anos e nasceu de uma necessidade do próprio setor, uma vez que as empresas químicas começaram a crescer muito em Fortaleza, recebendo cerca de 45 toneladas mensais em materiais, que não poderiam ser escoados em ambiente urbano e as empresas demandariam grandes áreas até mesmo para aumentar suas produções.

Menos custos

Além disso, a junção de várias empresas reduziria custos para os negócios envolvidos. Foram feitas diversas reuniões e visitas a municípios vizinhos a Fortaleza e a escolha de Guaiúba se deu pela ótima localização, fácil acesso (via CE-060, a 50 km de Fortaleza, em estrada duplicada) e baixo IDH, uma vez que um dos objetivos do Pólo é desenvolver, também, socialmente, o município onde está instalado.

A partir disso, Marcos Soares explicou que foram feitos reparos e implantada toda a infraestrutura necessária para viabilizar a ideia do Pólo, como uma subestação de energia, além de visitas a outros polos brasileiros e em outros países para conhecer o funcionamento desse tipo de negócio. Além disso, foi criado o Instituto Orbitar, para fazer a gestão do polo, conexões da cadeia produtiva e gerenciar a utilização de espaços e logísticas comuns às indústrias presentes no local, como segurança e equipamentos comuns.

Ainda nas reuniões, o diretor do sindicato enfatizou que o trabalho do polo está sendo pensado e concretizado seguindo o conceito ESG, ou seja, tendo a governança ambiental, social e corporativa pautadas na sustentabilidade e na medição do impacto social do negócio. Com o Orbitar LABS – uma espécie de HUB de Inovação.

Inovação

A gestão da nova área industrial pretende estimular a pesquisa, a digitalização dos negócios, a Indústria 4.0, possibilitando desenvolvimento empresarial, geração de negócios, acesso a mercados e estímulo à competitividade. A ideia também é que haja um local para as atividades de universidades e instituições de ensino dentro do Pólo. “Pretendemos gerar emprego, trabalho e renda para o município e estimular o ensino, a pesquisa e a inovação”, enfatizou o diretor Marcos Soares.