Demanda do setor: Plano de saúde individual pode subir até 16,3%

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A série de reajustes não dá trégua e bancar a prevenção e cuidados com a saúde deve ficar bem mais caro

Os dados de março do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, atestou o que a maioria dos brasileiros vem sentindo: a inflação afetou em março todas as faixas de renda. E novos impactos seguem surgindo no mês de abril e apontam a mesma tendência para maio. Depois da alta da energia elétrica no Ceará, será a vez, em âmbito nacional do reajuste dos planos de saúde individuais, sinalizando alta superior a 16%.

A projeção é de entidades do setor. A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) prevê que o aumento seja de 16,3% neste ano para cobrir os custos do setor.

A entidade afirma que a estimativa considera a variação das despesas assistenciais, a variação por faixa etária, eficiência da operadora e a inflação do período, que atingiria 16,3% neste ano, de acordo com projeções do setor. 

ANS definitá

No caso das empresas do setor de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é a responsável por determinar os percentuais de reajuste dos planos individuais todos os anos, em geral no mês de maio. O maior percentual autorizado até hoje foi de 13,57% em 2016. Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) não há justificativa econômica forte para um reajuste da magnitude projetada pelo setor.

Inflação por faixa de renda

As taxas de inflação, de acordo com o Ipea, variam entre 1,24% para as famílias pertencentes aos estratos de renda mais alta e 1,74% no segmento de renda mais baixa. Os dados acumulados no ano até o mês de março indicam taxas de inflação entre 2,68% para o segmento de renda alta e 3,40% para o segmento de renda muito baixa.