Intraplast quintuplica instalações e prevê faturar 30% mais

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Segundo o empresário Beto Chaves, a cearense Intraplast será primeira empresa a operar no Pólo Químico de Guaiuba e investiu R$ 10 milhões somente na fase inicial, gerando 70 empregos já na abertura

A Intraplast, empresa genuinamente cearense especializada na produção de embalagens de PET para bolos, tortas, doces, salgados, sushis e ovos, abrirá em breve suas portas no Pólo Químico de Guaiúba, no município de mesmo nome.

O pólo é uma iniciativa do Sindicato das Indústrias Químicas do Estado do Ceará (Sindquímica-CE) – do qual a Intraplast é associada há nove anos, desde o seu primeiro ano – , que receberá 28 empresas do setor, com um investimento de R$ 100 milhões e geração de 2 mil empregos diretos.

Pioneira

A Intraplast será a primeira empresa a abrir suas portas no empreendimento. A data de abertura seria 17 de março, data do aniversário do Município, mas agora aguarda um melhor momento diante da pandemia.

Primeira fase

Somente nessa primeira fase de instalação da empresa no Pólo, o investimento está sendo na ordem de R$ 10 milhões – entre estrutura física e novo maquinário, numa área de 5 mil m² (tamanho cinco vezes maior que a sua sede atual, no bairro Parque Dois Irmãos, em Fortaleza). Em termos de novos empregos, serão 70 diretos já na abertura, e, na segunda fase – uma expansão programada para 2022 -, a Intraplast chegará a 120 colaboradores, com uma área total construída de 10 mil m².

Origem e atuação

A Intraplast iniciou os trabalhos em março de 2012, com dois colaboradores, em uma fábrica no bairro Parque Dois Irmãos, em Fortaleza. Ao longo dos anos, o negócio foi ganhando força, sob o comando do CEO, Beto Chaves, e de sua esposa, Girleuma Bezerra. No ano passado, oito anos após sua abertura, a empresa contabilizou mais de 50 colaboradores e também iniciou o projeto para a nova planta industrial, no Pólo Químico de Guaiúba. Hoje, conta com um portfólio de mais de 120 produtos e atua em todos os nove estados do Nordeste, no Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Reinvenção

O ano de 2020 foi atípico para todos. Porém, a Intraplast não teve do que reclamar em termos de negócios. De acordo com o CEO da empresa – que também é vice-presidente do Sindquímica-CE, Beto Chaves, “o ano foi positivo para a Intraplast. Em 2020, no auge da pandemia, lançamos o nosso face shield (protetor facial), por conta da demanda do mercado, e vendemos bastante, a um preço super justo. Decidi incluir esse item na nossa produção porque fiquei muito indignado ao ver empresas vendendo o protetor facial por R$ 20, R$ 30 e achei um absurdo, pois eu sabia que o custo de produção era bastante inferior a isso. Daí, fizemos o projeto, o desenho, compramos o material necessário e, quando chegou a matéria-prima, iniciamos a produção. Consegui comercializar a R$ 4,99", conta.

Acrescenta que "dessa forma, vendemos bastante e, acima de tudo, conseguimos proteger as pessoas, que era a nossa grande meta. Conseguimos ainda distribuir protetores faciais em alguns pontos, como no posto do Ronda no Parque Dois Irmãos, e em hospitais, como no Frotinha de Messejana, com o intuito de cumprir com a responsabilidade social da Intraplast e fazer o nosso papel de cidadãos. Foi muito saudável nesse sentido”, explicou o empresário. Ao todo, a Intraplast vendeu cerca de 50 mil unidades face shield, o equivalente a cerca de R$ 250 mil reais apenas com esse produto.

Delivery impulsiona

Outro ponto que influenciou bastante nos negócios da Intraplast em 2020 foi o crescimento das compras via delivery no setor de alimentação, que demandou bem mais embalagens plásticas. “Implantamos vários novos produtos na nossa cartela, de acordo com as necessidades do mercado. Comecei a ver, por exemplo, a carência de potinhos menores para molhos no delivery. Implantei e foi um sucesso. Lançamos também potinhos com vedações. Em dezembro, levamos para o mercado a embalagem para panetone e uma embalagem em formato de peixe, para a linha oriental de sushi, que também teve ótima aceitação”, destacou o CEO da empresa.

Perspectivas

O empresário Beto Chaves acredita que a mudança da sede para o Pólo Químico de Guaiúba já trará, de cara, um incremento de 30% por ano nas vendas, uma vez que aumentará a capacidade produtiva da empresa. “A Intraplast já deixou de vender porque não tinha produto pronto, acabado, por conta do espaço limitado de produção. Isso deixará de ser um problema no Pólo”, ressalta.

A área total do terreno da empresa no Pólo é 22 mil m² e ganhará 5 mil m² de área construída em cada fase (sem contar com áreas de apoio, como vestiários, refeitório, salas de descanso, oficinas de manutenções). E se no primeiro momento o investimento previsto é de cerca de R$ 10 milhões, no segundo, esse valor deve atingir os R$ 14 milhões, uma vez que haverá aumento na área construída e aquisição de novas máquinas.

Dessa forma, é esperado um faturamento anual de mais de R$ 10 milhões, com a primeira fase da empresa no pólo. “E, com a nova fase de expansão concluída, a Intraplast espera dobrar o faturamento, uma vez que existe um mercado latente necessitando desses produtos”, explica Beto Chaves.

Por fim, Beto acredita que é questão de tempo a Intraplast atuar em quase todo o território nacional. “A entrada em novos mercados tem ocorrido de forma rápida e satisfatória. Temos percebido que estamos nos consolidando também nessas novas praças. Esperava que isso fosse ocorrer apenas quando a empresa migrasse para o espaço maior. Mas, eles mesmos (os empresários) vieram bater na nossa porta após a primeira compra porque gostaram do produto, da qualidade e atendeu às suas necessidades e expectativas. Foi feito o pedido e o ‘repedido’, o que é muito bom. O produto girou bem”, comemora o CEO.