Know how e força: mulheres do CE em cargos de liderança

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O encontro virtual foi transmitido por meio da plataforma Zoom e no canal do Youtube do Ibef Ceará, e teve à frente a presidente do Instituto, Renata Santiago Foto: Reprodução

Mulheres cearenses com formação diferenciada e líderes em empresas da iniciativa privada e no serviço público revelaram um pouco de sua história, força, estilo e know how. 

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Ibef Ceará realizou na manhã desta sexta-feira (05/03), o evento “Histórias Inspiradoras de Lideranças Femininas”.

O encontro virtual foi transmitido por meio da plataforma Zoom e no canal do Youtube do Ibef Ceará, e teve à frente a presidente do Instituto, Renata Santiago.

Por trás dos números

A presidente do IBEF-CE destacou o fato de que o Ceará tem suas finanças geridas por mulheres.

"Temos aqui mulheres que ocupam cargos, nunca antes ocupados por mulheres. Eu mesma, sou a primeira mulher a ocupar o cargo em 35 anos de instituto. “O que temos observado é um grande volume de mulheres que ocupam pela primeira vez funções antes não ocupadas", disse ao indagar as convidadas a refletirem sobre o assunto.

Presentes ao debate a secretária da Fazenda do Ceará, Fernanda Pacobahyba, a primeira mulher em 183 anos a ocupar o cargo; a secretária de Finanças do município de Fortaleza, Flávia Roberta; a CFO do Beach Park e líder do Ibef Mulher Ceará, Luiza Alyne Menezes e a coordenadora especial de Programas Integrados da Prefeitura de Fortaleza, Manuela Nogueira.

Levando luz

"Em poucos momentos da nossa vida, talvez do nosso planeta, foi tão importante pensarmos inspirar pessoas para que se extraia delas o que tem de luz. Nós estamos precisando disso, é o momento de cada um dar o seu melhor", comenta Fernanda Pacobahyba.

A CFO do Beach Park e líder do Ibef Mulher Ceará, Luiza Alyne Menezes destacou as histórias e a relevância de olhar para trás e entender o que nos trouxe para o presente.

"Nessa posição de liderança que a gente ocupa, temos muitos desafios. Na verdade, eu queria colocar uma luz sobre algumas vertentes que eu assumo como especialidade nossa, o olhar mais detalhado é fundamental que sejamos mais cautelosos para não tomar decisões erradas. Uma decisão de finanças erradas, não é só você que erra, envolve uma série de famílias que podem ser afetadas, o que torna esse desafio profissional mais importante no quesito conhecimento técnico e relacionamento", destaca.

Desafio

Para Luiza Alyne, o maior desafio das executivas mulheres é ultrapassar o resgate histórico de achar que ainda têm que provar algo. "A gente ainda é minoria em algumas salas de reuniões, somos as únicas normalmente, mas isso não faz nenhuma diferença nesse momento e é engrandecedor. Podemos acreditar que somos aptas, capazes, que somos líderes, que temos essa responsabilidade de tomarmos decisões de forma mais prudente possível o tempo inteiro", pontua.

Doçura

Ao continuar o debate, a secretária de Finanças do município de Fortaleza, Flávia Roberta disse que ao receber os servidores percebeu que eles demonstraram alegria de ter uma mulher pela primeira vez liderando a pasta. "Surge aquela expectativa de uma sensibilidade diferente, de um olhar diferente. Toda mulher tem um tom um pouco maternal. Um olhar que acolhe, um jeito de falar que acaba tendo uma melhor compreensão pelo outro. Eu percebi que as pessoas precisavam disso, é o que realmente vem fazendo a diferença nesse contexto tão desafiador que estamos vivendo. A empatia e o acolhimento é o que tenho trabalhado para tentar  oferecer no dia a dia", diz.

Respeito

Já a coordenadora especial de Programas Integrados da Prefeitura de Fortaleza, Manuela Nogueira, abriu a reflexão sobre a importância do respeito na liderança, seja na pandemia ou no pós-pandemia.  “A palavra que deve estar em alta  é o  respeito. Se em janeiro de 2020, a primeira pessoa que tivesse sido infectada, tivesse tido o respeito pelo outro e ficasse em isolamento social, tudo teria sido diferente.  Não é necessário você concordar com todas as medidas que estão sendo tomadas, mas é preciso ter respeito. Se cada um respeitar o outro, seja como líder, liderado, como profissional de saúde, como profissional das Forças Armadas, seja como for, talvez seja a forma que vá nos tirar desse processo para enxergarmos e termos empatia”, destaca.