Faturamento de shoppings caiu 33% e empregos 9,5% no setor

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A queda no faturamento é um dos indicadores da redução do fluxo de pessoas, que passou de 502 milhões de visitas ao mês em 2019 para 341 milhões em 2020 Foto: Regina Carvalho

Houve queda de 33% no faturamento dos shoppings, de R$ 192,8 bilhões em 2019 para R$ 128,8 bilhões em 2020, além da diminuição do fluxo de pessoas, que passou de 502 milhões de visitas ao mês em 2019 para 341 milhões em 2020. Mesmo com um fim de ano mais movimentado, os efeitos da pandemia se fizeram presentes com força. Ocorreu também a retração de 9,5% na geração de empregos diretos.

O mapeamento foi realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) em parceria com a FX Data Intelligence – especialista em visão computacional dirigida por IA, fornecendo insights estratégicos para o varejo. 

Decisões estratégicas

Conhecer o volume do fluxo de visitantes em uma loja, seja ela de rua ou em shopping, e a variação percentual comparada ao mês e ano anterior pode evidenciar informações relevantes para a gestão do negócio. É o que apresenta o levantamento.

A FX Data Intelligence, empresa especializada em monitoramento de fluxo para o varejo busca proporcionar novas ideias aos lojistas a partir do dos e reforçar a importância desses números para, a partir deles, tomar uma decisão e definir a estratégia do negócio.

A queda no faturamento evidentemente também fez com que o fluxo de pessoas diminuísse, indo de 502 milhões de visitas ao mês em 2019 para 341 em 2020, ocasionando retração de quase 9,5% na geração de empregos diretos.

Reação

“A queda na movimentação do varejo já era esperada, mas se observamos o contexto ao longo de 2020, percebemos que pouco a pouco começam a recuperar o fluxo perdido. Além disso, há a consolidação de novos canais de vendas, permitindo uma integração de canais completa pela primeira vez no cenário brasileiro” afirma Eduardo Terra, Presidente da SBVC.

Impacto nos meses

O fechamento do comércio em 2020, em especial dos shoppings, foi de maior impacto nos meses de abril (retração de 94,94% no fluxo de visitas) e maio (retração de 91,94%). Mesmo com as festividades de final de ano, o mês de dezembro apresentou ainda queda de 51,28% no fluxo de visitantes. O mapeamento mostra os dados divididos por regiões brasileiras – o Nordeste apresentou a menor queda em dezembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019 (40%). As regiões do Sudeste e Sul apontaram queda de 54,34% e 61,58% respectivamente. 

O estudo contempla a mensuração do fluxo de visitas em diversos segmentos de lojas, como departamento, drogaria, eletrônicos, moda, beleza e ótica – todos apresentaram retração, exceto um: home center. As pessoas passaram a ficar mais em suas casas e a se mudar para se adaptarem ao novo modelo de trabalho. Comparando os meses de dezembro de 2019 com o mesmo período de 2020, a categoria de home center teve aumento de 2,85%, além de ter conseguido se manter estável durante o ano todo.

O estudo realizado destrincha as particularidades de acordo com as regiões e os segmentos, informações específicas do mercado de shopping centers como faturamento, quantidade de centros comerciais, número de lojas, entre outros, proporcionando ao varejista uma análise setorial mais aprofundada.

“A pesquisa elaborada pela SBVC evidencia quão importantes esses números podem ser no cenário do varejo atual, e assim se conseguir trazer novas soluções aos clientes”, explica Flávia Pini, CEO da FX Data Intelligence.

Em 2021

O estudo não capta a situação de 2021, quando novamente nos meses de fevereiro e março, sobretudo, se vê novas medidas de enfrentamento da Covid19 obrigando à ampliação de restrições que, certamente, irão aparecer nos números futuros.