CE já possui 84 parques eólicos e 1.066 mil aerogeradores

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O Estado detém uma capacidade instalada de 2.179,3 GW. O Estado já foi líder na geração eólica, mas perdeu seu posto e agora estão à frente o Rio Grande do Norte, Bahia e Piauí Foto: Freepik

O Ceará é atualmente o quarto no País em geração eólica. O Estado possui 84 parques e 1.066 aerogeradores, sendo responsável pela capacidade instalada de 2.179,3 GW. Em todo o Brasil a marca atingida agora em fevereiro foi de 18 GW de capacidade, em 695 parques eólicos e mais de 8.300 aerogeradores.

O Estado já foi líder na geração eólica, mas perdeu seu posto e agora estão à frente o Rio Grande do Norte, líder nacional  em gigawatss (5.154,2), seguido da Bahia (4.879,6) e Piauí (2.275,9).

 Os dados são da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), instituição que reúne cerca de cem empresas da indústria eólica, incluindo fábricas de

elbia
“Há exatos dez anos, em 2011, tínhamos menos de 1 GW de capacidade instalada e cá estamos nós comemorando 18 GWs no início de 2021", destaca Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica

aerogeradores, de pás eólicas, operadoras de parques eólicos, investidores e diversos fornecedores da cadeia produtiva.

Evolução

“Há exatos dez anos, em 2011, tínhamos menos de 1 GW de capacidade instalada e cá estamos nós comemorando 18 GWs no início de 2021. É um feito impressionante, fruto não apenas dos bons ventos brasileiros, mas também de uma indústria que se dedicou a construir fábricas, trazer e implantar novas tecnologias e que se tornou muito competitiva”, explica Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica.

A eólica é a segunda fonte de geração de energia elétrica no Brasil e, em dias de recorde, já chegou a atender até 17% do País durante todo o dia. Veja, abaixo, a matriz elétrica brasileira por fonte. Os valores de eólica abaixo consideram as usinas em operação e as que operam em testes autorizados pela Aneel.

A Abeeólica congrega mais de 100 empresas de toda a cadeia produtiva do setor eólico e tem como principal objetivo trabalhar pelo crescimento, consolidação e sustentabilidade dessa indústria no Brasil.

Perspectiva

“Se olharmos para o futuro, nossa previsão é que, até 2024, considerando apenas os leilões já realizados, teremos cerca de 28 GW. Estes são números que devem ser comemorados e podem ser ainda maiores, porque não captam completamente o bom desempenho do mercado livre, que vai se somando a esses valores conforme os novos contratos vão sendo fechados. E temos que lembrar que de 2018 a 2020 o ACL foi responsável por uma maior contratação que o ACR no caso de eólicas”, detalha Elbia. A evolução de capacidade instalada de eólica e o volume projetado para os próximos anos com base em leilões já realizados podem ser vistos na imagem abaixo:

Novas contratações

“No que se refere à novas contratações, tenho recebido muitas perguntas sobre o impacto da pandemia no setor. É claro que há um impacto, porque a queda de demanda foi grande e isso deve impactar os próximos leilões do mercado regulado, que tendem a ser menores. Temos, no entanto, que considerar que a eólica está passando por um momento de expansão no mercado livre e isso tende a fazer muita diferença para o setor, podendo equilibrar a falta de demanda no regulado. E, mesmo nos leilões regulados, ainda que eles possam ser menores, sabemos que as eólicas tendem a ter um papel importante pela sua competitividade e pelo que sinaliza o PDE 2029”, analisa Elbia.

Retomada verde

Durante a pandemia, tomou forma uma importante discussão que é a necessidade de termos uma retomada verde da economia. O GWEC (Global Wind Energy Council), por exemplo, lançou o documento “Energia eólica: um pilar para a recuperação da economia global - Reconstruindo melhor para o futuro”.

No manifesto, o Conselho apresenta argumentos sobre o poder de investimento da eólica, com criação de empregos e efeitos positivos para as comunidades e para o desenvolvimento tecnológico. Além disso, o GWEC apresenta ações que podem ser tomadas pelos governos para garantir que, no “day after” dessa pandemia, os esforços para reconstrução e retomada da economia possam acontecer de forma a contribuir para termos uma sociedade mais justa e sustentável.

“Considero que esta seja uma discussão imprescindível. A pandemia está abrindo ainda mais os olhos da humanidade para o inadiável combate ao aquecimento global. E, nesse processo, as fontes que não emitem gases de efeito estufa e apresentam benefícios sociais, econômicos e ambientais, como é o caso da eólica, são nossa melhor aposta para quando chegar o momento da retomada econômica. No caso do Brasil, a boa notícia é que temos como uma das suas principais vantagens comparativas em relação a uma grande maioria dos países o fato de sermos uma potência energética com uma grande diversidade de energias limpas e, no caso das eólicas, tem ainda o fato de que o Brasil possui um dos melhores ventos do mundo, o que significa energia muito competitiva”, explica Elbia.