Mercado de seguros fatura R$ 274,1 bi em ano de pandemia

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“É natural que as pessoas tentem dar uma segurança a mais para suas famílias em um momento tão atípico como o que estamos vivendo", avalia Yuri Romão, da corretora de seguros Galcorr

As incertezas antes da chegada da vacina e as expectativas em torno de uma retração de até 5% para a economia brasileira em 2020, de acordo com projeção da OCDE, incentivaram empresas e pessoas físicas a priorizarem a aquisição de seguros contra danos em um ano marcado pela pandemia.

Levantamento anual da Superintendência de Seguros Privados (Susep) aponta que, somente em dezembro, o volume de receitas do setor cresceu 34,6% no País. No ano passado, o setor faturou R$ 274,1 bilhões.

Quase metade dos produtos contratados de janeiro a dezembro (44,8%) eram contra prejuízos de naturezas diversas, entre os quais financeiros, patrimoniais e habitacionais. O total de seguros contra danos, no ano passado, foi de R$ 78,8 bilhões. 

Por segmento

O ranking de segmentos com maior crescimento foram: riscos de petróleo (110%); marítimos-aeronáuticos (44%); rural (29,5%); riscos nomeados e operacionais (22,5%); Responsabilidade Civil (22,8%); financeiros (16,7%); patrimoniais (11%); habitacional (7,9%); garantia (7,5%) e compreensivos (3,9%).


Os seguros automotivos lideraram as receitas neste nicho (R$ 35,3 bilhões), mesmo com a mudança na rotina dos brasileiros por conta da Covid - trabalhando mais em home office e com atividades sociais restritas -, provocando leve desaceleração (-2,1%) desse mercado em relação a 2019.

Segurança

“É natural que as pessoas tentem dar uma segurança a mais para suas famílias em um momento tão atípico como o que estamos vivendo. Até que a vacina chegue à maior parte da população, é um sentimento que deve permanecer”, avalia Yuri Romão, diretor da corretora de seguros Galcorr para as regiões Norte e Nordeste. O segmento de seguros de pessoas apresentou, em 2020, um total de prêmios acumulados de R$ 157,9 bilhões, revelando estabilidade em relação a 2019.

Cautela

A cautela extra contra as adversidades também motivou o brasileiro a contratar mais os seguros de vida, com alta de 11,3% no ano passado, e os prestamistas, que cobrem o pagamento de prestações ou a quitação do saldo devedor de bens ou financiamento, em caso de morte ou invalidez temporária. O crescimento anual deste produto foi de 7,2%, segundo o balanço da Susep.

Serviço

Para conferir o levantamento na íntegra: www.susep.gov.br.