Atividade turística cearense despencou 40,9% em 2020

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Seguem pressionadas pela queda na receita empresas que atuam nos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; agências de viagens; serviços de bufê; e locação de automóveis Foto: Regina Carvalho

A pandemia continua fazendo estragos na atividade turística cearense. No acumulado do ano, o índice recuou 40,9% frente a igual período do ano anterior, pressionado, sobretudo, pelos ramos de restaurantes, transporte aéreo, hotéis, transporte rodoviário coletivo de passageiros, catering, bufê e outros serviços de comida preparada e agências de viagens.

Dezembro estável

O índice de atividades turísticas no Ceará teve estabilidade, com variação de -0,1% na passagem de novembro para dezembro, após registrar quatro taxas positivas seguidas, período em que acumulou ganho de 128,3%.

Mesmo com esse crescimento acumulado no período, o segmento de turismo cearense ainda precisa avançar para retomar ao patamar de fevereiro.

“Todas aquelas atividades de caráter presencial, como transporte aéreo de passageiros, restaurantes, hotéis, locações de automóveis e agências de viagens, puxaram o indicador para baixo, fazendo com que ele ficasse estável nesse mês”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Comparação no ano

Na comparação dezembro de 2020 / dezembro de 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Ceará apresentou retração de 30,6%, décima taxa negativa.

Seguem pressionadas, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; agências de viagens; serviços de bufê; e locação de automóveis.

Em termos regionais, todas as doze unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-37,4%), seguido por Rio de Janeiro (-29,1%), Minas Gerais (-30,4%), Rio Grande do Sul (-37,3%), Paraná (-24,6%) e Santa Catarina (-31,8%).