Escalada de preços atinge em cheio itens básicos do dia a dia

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Itens dificilmente descartáveis do orçamento das famílias mostram como os reajustes de preços estão cada vez mais distantes de se acomodarem ao nível de renda da maioria dos brasileiros Fotomontagem: Regina Carvalho

Gasolina caminhando para a casa dos R$ 6,00 o litro, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP); aluguel com reajuste de 23,14% em 2020 e mantendo a alta em 2021, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV); feijão de corda a R$ 7,60 e o quilo do carioquinha (pãozinho francês) a R% 15,00, só para exemplificar a inflação dos alimentos básicos.

Lista é extensa

A extensa lista segue com planos de saúde com acúmulo de reajustes chegando a até 50% de alta, conforme o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec); gás de cozinha o botijão de 13 kg, beirando os R$ 100, seguindo uma escalada generalizada de preços nos vários setores econômicos.

Todos esses itens, que são parte do orçamento das famílias e dificilmente podem ser descartados das contas, mostram como os reajustes de preços e tarifas estão cada vez mais distantes de se acomodarem ao nível de renda da maioria dos brasileiros.

Com o dólar caro, a influência sobre os preços em terras brasileiras continua a ser nociva para quem consome produtos com a base de preços baseada na moeda norte-americana. 

Real desvalorizado

A inflação elevada voltou a ser mais um grande problema na vida dos brasileiros. O segundo mês do ano mal começou e, somente em 2021, a gasolina já acumula alta de 13% nas refinarias. Com o preço dos combustíveis aqui baseado no que ocorre no exterior, ganhamos em real hiperdesvalorizado e pagamentos com base no dólar caro. Salários cada vez mais corroídos.