CE: Home office concentrou 13% do rendimento do trabalho

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O perfil dos trabalhadores em home office identificado é formado por 57,8% de mulheres, 65,3% da cor branca, 76% tinham nível superior completo e 31,8% apresentavam idade entre 30 e 39 anos Foto: Freepik

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou estudo sobre o trabalho remoto no País durante a pandemia de Covid-19. Em novembro de 2020, o percentual de pessoas em home office seguiu em redução, atingindo 7,3 milhões de pessoas trabalhando remotamente., o que representa 9,1% dos 80,2 milhões de ocupados e não afastados.

A remuneração desses profissionais somou R$ 32 bilhões, que corresponde a 17,4% dos R$ 183,5 bilhões da massa de rendimentos efetivamente recebida por todos os ocupados no País. No mês de outubro, 9,6% das pessoas ocupadas e não afastadas foram responsáveis por 18,5% da massa de rendimentos. No Ceará, o percentual da massa de rendimentos gerada pelo trabalho remoto foi de 13%.

Perfil

O perfil dos trabalhadores em home office segue estável desde a primeira análise, feita com base nos dados de maio de 2020. Em novembro, 57,8% das pessoas em trabalho remoto eram mulheres, 65,3% eram da cor branca, 76% tinham nível superior completo e 31,8% apresentavam idade entre 30 e 39 anos. Permanece o predomínio do setor formal no teletrabalho, que equivale a 6,2 milhões de pessoas  (84,8% do total), enquanto os outros 15,2% dos trabalhadores em home office estavam na informalidade (1,1 milhão de pessoas).

Na distribuição da massa de rendimentos por atividade, 30% da massa de rendimentos foi gerada por pessoas no setor de serviços que não estavam em home office, 16,4% no setor público, 14,7% na indústria e 10,7% no comércio. Como as pessoas em trabalho remoto foram responsáveis por 17,4% da massa em novembro, pode-se dizer que a contribuição delas é similar à registrada pelos trabalhadores da indústria ou do setor público.

Setores

Segmentando as pessoas em trabalho remoto pelo setor de atuação, em novembro, o Brasil tinha 2,85 milhões de pessoas trabalhando remotamente no setor público e 4,48 milhões no setor privado. Ou seja, 38,9% das pessoas em home office estavam no setor público, o que corresponde ao maior percentual observado desde o início da análise.

O estudo apresentado nesta terça utilizou dados da Pnad Covid-19, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, esta foi a última análise desse tipo feita pelo IBGE. “Essa nota encerra um ciclo que nos permitiu fazer um retrato do trabalho remoto no país”, afirmou Geraldo Góes, um dos autores da pesquisa intitulada O Trabalho Remoto e a Pandemia: o que a Pnad Covid-19 nos mostrou.