CE tem saldo de 18,5 mil empregos em 2020; 2º do NE e 8º do País

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No ano, um ano difícil, o Ceará conseguiu se situar acima dos 10.319 postos de trabalho registrados no saldo de 2019, atrás somente do Maranhão (19.753) Foto: Freepik

O Ceará atravessou 2020 com dificuldades como todo o País, mas reagiu e conseguiu se destacar no saldo de emprego formal, mesmo no cenário adverso. Foram criadas ao longo do ano 18.546 novos postos de trabalho. Com isso, o Estado figurou no ranking nacional em 8º lugar e em 2o no Nordeste.

Em 2020, foram admitidos 368.287 trabalhadores e desligados 349.741 nas empresas cearenses, registrando um crescimento de 1,62% nas vagas com carteira assinada.

No ano, o Ceará conseguiu se situar bem acima dos 10.319 postos de trabalho registrados em 2019, atrás somente do Maranhão (19.753).

Em dezembro de 2020, o emprego celetista no Ceará apresentou expansão de 3.831 postos de trabalho. O saldo representa o melhor resultado do Nordeste e o segundo melhor do Brasil, para o período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados, nesta quinta-feira (28), pelo Ministério da Economia.

Saldo positivo

“São resultados muito relevantes num ano muito difícil para a questão da manutenção dos trabalhos em nosso Estado. Graças ao trabalho de todos, liderado pelo governador Camilo Santana, o Ceará termina o ano de uma forma muito positiva, não só recuperando os empregos perdidos durante a pandemia como também garantindo um saldo positivo e mantendo as oportunidades de emprego no Ceará”, afirmou o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior.

“Considerando os efeitos adversos da covid-19 na nossa economia, os valores registrados são muito positivos, com indicativos evidentes de uma ação governamental que preza pela mais rápida recuperação econômica do Estado e consequente manutenção e geração de empregos”, afirmou o secretário executivo do Trabalho e Empreendedorismo da Sedet, Kennedy Vasconcelos.

O resultado decorreu de 29.873 admissões e 26.042 desligamentos e manteve a trajetória positiva, iniciada em julho. Neste contexto, os números foram puxados principalmente pelos setores do comércio (2.706) e serviços (2.637), visto que a construção civil, indústria de transformação e agropecuária registram retrações.

“Os números apontam para uma recuperação do mercado de trabalho, mesmo com as adversidades provocadas pela crise sanitária, com resultados mais expressivos que os conquistados em 2019”, acrescenta o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Gilvan Mendes.

“Estamos todos muito felizes com esses números, e eu espero que no ano 2021 a gente possa, com êxito, repetir os excelentes resultados alcançados em 2019 e em 2020”, finalizou o secretário Maia Júnior.