Eduardo Kobra lança "Memorial da Fé pelas vítimas do Covid

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O recém-criado Instituto Kobra, fundado pelo artista, tem como base a premissa de que a arte é um instrumento de transformação

Maio começou com a inauguração de um mural em frente à Igreja do Calvário, na rua Henrique Schaumann, na zona Oeste da capital paulista. No mural, Kobra retrata crianças de cinco religiões - Islamismo, Budismo, Cristianismo, Judaísmo e Hinduísmo.

A obra traz uma mensagem de fé e de esperança, ao mesmo tempo em que lembra as vítimas do Covid-19 e destaca a importância da Ciência, simbolizada pelo fundamental uso de máscaras. 

Coexistência

O mural “Coexistência – Memorial da Fé por todas as vítimas do Covid-19”, feito inicialmente em uma tela, no ano passado, possui 28 metros de largura por 7 metros de altura, fica na rua Henrique Schaumann, em frente à Igreja do Calvário (na esquina com a rua Cardeal Arcoverde), na zona Oeste de São Paulo. Kobra retrata crianças de cinco religiões – Islamismo, Budismo, Cristianismo, Judaísmo e Hinduísmo. 

A obra traz uma mensagem de fé e de esperança, ao mesmo tempo em que lembra as vítimas do Covid-19 e destaca a importância da Ciência, simbolizada pelo fundamental uso de máscaras.

“Da mesma forma que Deus deu ao homem o dom da arte, também dotou o ser humano da capacidade de produzir Ciência. Por isso não há qualquer contradição em acreditar em Deus e, também, seguir as recomendações dos especialistas no combate ao Covid-19”, diz o muralista, que trabalhou no mural durante 20 dias, atrás de tapumes, para evitar aglomerações.

Sobre Kobra    

Na primeira ação do recém-criado Instituto Kobra, que tem como base a premissa de que a arte é um instrumento de transformação, o conhecido muralista brasileiro Eduardo Kobra transformou um cilindro de oxigênio, em desuso, de 1m30, em uma obra de arte, exemplar único, chamada “Respirar”.  Kobra pintou o cilindro como se fosse um recipiente transparente, com uma árvore plantada dentro. Inicialmente o artista colocaria a obra em um leilão e doaria 100% do valor a instituições que estão sofrendo com a falta de oxigênio.

 “A mensagem central é a importância da vida. Que o sopro da minha arte ajude a levar um pouco de oxigênio para os hospitais mais necessitados e, ao mesmo tempo, provoque a reflexão sobre a importância de usar máscaras, lavar as mãos constantemente, manter o isolamento social e, claro, de preservar a natureza, que é um patrimônio de toda a humanidade”, diz o artista.