Dois dígitos: prévia da inflação em Fortaleza acumula 11,14%

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Entre setembro e outubro, as maiores altas foram registradas nas passagens aéreas (27,72%) e nos transportes por aplicativo (14,10%) Foto: Divulgação

Fortaleza e Região Metropolitana seguem ampliando os indicadores de inflação, com alta generalizada. 

No ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a chamada prévia da inflação, acumula alta de 9,06% e, em 12 meses, de 11,14%, acima dos 11,49% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Segunda maior alta do ano

Em outubro, a prévia da inflação oficial, ficou em 1,03%, 0,35 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de setembro (0,68%). Essa é a segunda maior alta do ano, após maio (1,08%). Em outubro de 2020, a taxa foi de 1,35%. Os dados são do IBGE.

Passagens aéreas

Na passagem de setembro para outubro, as maiores altas foram registradas nas passagens aéreas (27,72%) e nos transportes por aplicativo (14,10%). O grupo transportes teve o segundo maior peso no índice, com uma variação de 1,06% em outubro. No ano, o grupo acumula alta de 13,69%. A gasolina teve recuo de -0,12%.

A saída para o consumidor que deseja ou precisa viajar amortecer o impacto das altas nos bilhetes aéreos, além da pesquisa, é comprar passagens com o máximo de antecedência e assim amortecer o custo das decolagens.

Alimentação

O grupo de maior peso, é o de Alimentação e bebidas, que teve uma variação de 1,43%. As maiores altas foram registradas nos itens tomate (11,97%), batata-inglesa (7,98%), açúcar refinado (7,72%) e frango inteiro (5,92%).

O grupo habitação teve alta de 1,79% e acumula no ano alta de 13,96%. Entre as altas, destaca-se o gás de botijão (3,29%) e a energia elétrica residencial (3,20%).

Abrangência

Atualmente a população-objetivo do IPCA-15 abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes em 11 áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC, as quais são: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

Brasil

No País, a prévia da inflação oficial, ficou em 1,20% em outubro, 0,06 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de setembro (1,14%). Trata-se da maior variação para um mês de outubro desde 1995 (1,34%), e a maior variação mensal desde fevereiro de 2016 (1,42%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, de 10,34%, acima dos 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,94%. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo IBGE.

Energia é vilão

Com o maior impacto individual (0,19 p.p.) no mês de outubro, a energia elétrica (3,91%), foi destaque no grupo Habitação (1,87%).A alta decorre, em grande medida, da vigência da bandeira tarifária Escassez Hídrica, em todo o período de referência do índice, com acréscimo de R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, o mais alto entre todas as bandeiras. Durante o período base do IPCA-15, vigorou tanto a bandeira Escassez Hídrica, na primeira quinzena de setembro, quanto a bandeira vermelha patamar 2, na segunda quinzena de agosto. Outra contribuição importante dentro do grupo veio do gás de botijão (3,80%), cujos preços subiram pelo 17º mês consecutivo e acumulam, em 2021, alta de 31,65%.

No grupo dos transportes, o destaque foram as passagens aéreas, que tiveram alta de 34,35%, registrando impacto de 0,16 p.p. Houve aumento no preço das passagens em todas as regiões, sendo a menor delas em Goiânia (11,56%) e a maior em Recife (47,52%). Os combustíveis seguem em alta (2,03%) e continuam pressionando os preços. A gasolina, componente com o maior peso do IPCA-15, subiu 1,85% e acumula 40,44% nos últimos 12 meses. Os demais combustíveis também apresentaram altas: etanol (3,20%), óleo diesel (2,89%) e gás veicular (0,36%).