Fortalezense amarga energia e lista de compras cada vez mais inflacionadas

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A inflação em Fortaleza e Região Metropolitana já atinge  10,46% nos últimos 12 meses e 6,08% neste ano, com a aceleração de 0,92% em julho

A inflação em Fortaleza e Região Metropolitana já atinge  10,46% nos últimos 12 meses e 6,08% neste ano (2ª maior do País), com a aceleração de 0,92% em julho, puxada mais uma vez pelos reajustes dos preços da energia elétrica. 

O consumidor fortalezense já não consegue mais ajustar o orçamento e todo dia é obrigado a excluir itens da lista de compras de alimentos.

Em julho de 2020, a taxa mensal foi de 0,56%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (10), pelo IBGE.

Pressão generalizada

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em julho. A maior variação (1,92%) e o maior impacto (0,33 p.p.) vieram da habitação com a alta da energia elétrica (4,45%), que acelerou em relação ao mês anterior (3,17%) e registrou o maior impacto individual no índice (0,23 p.p.).

Energia e alimentos

“Além dos reajustes nos preços das tarifas em algumas áreas de abrangência do índice, a gente teve o reajuste de 52% no valor adicional da bandeira tarifária vermelha patamar 2 em todo o país. Antes o acréscimo nessa bandeira era de, aproximadamente, R$ 6,24 a cada 100kWh consumidos e, a partir de julho, esse acréscimo passou a ser de cerca de R$ 9,49”, explica o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.

A segunda maior contribuição (0,25 p.p.) do mês veio do grupo Alimentação e bebidas (1,04%), puxado pela alta nos preços dos tubérculos, raízes e legumes (7,40%) . O grupo Transportes (1,26% e 0,24 p.p.) também se destacou, por conta das altas dos preços das passagens aéreas (45,93%) e da gasolina (1,24%).

Dois grupos Saúde e cuidados pessoais (-0,17%) e Educação (-0,06%) tiveram quedas no período. O primeiro influenciado pela redução dos preços dos planos de saúde (-1,39% e -0,04 p.p.) - em julho, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um reajuste negativo de -8,19% em função da diminuição da utilização de serviços de saúde suplementar durante a pandemia - ; o segundo pela deflação registrada no livro didático (-1,17%).

Coleta presencial de preços

Em julho, o IBGE iniciou a retomada gradual da coleta presencial de preços em alguns estabelecimentos, conforme estabelece a Portaria nº 207/2021. Devido à pandemia, desde março do ano passado, a coleta vinha sendo realizada, exclusivamente, por outros meios, como em sites, por telefone ou e-mail.

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra.