Inflação começa o ano turbinada em Fortaleza; alta de 0,73%

supermer
Os aumentos são cada vez mais frequentes e abusivos, levando o consumidor a desistir de marcas tradicionais e buscar as menos caras para conseguir suprir as necessidades Foto: Agência Brasil

Enquanto no País a inflação permanece sua escalada marcando 0,54%, a maior para janeiro desde 2016, Fortaleza consegue registrar uma taxa ainda maior, de 0,73%. Em dezembro, havia sido de 0,55%.

Em 12 meses, a inflação na Capital cearense é de 11,18%, enquanto o IPCA em âmbito nacional marca 10,60%. A elevação de preços não estanca e continua a dificultar cada vez mais a vida das famílias.

Preços na RMF 

O resultado de Artigos de residência (1,51%) foi influenciado, pela aceleração dos eletrodomésticos e equipamentos (3,23%), TV, som e informática (1,72%) e mobiliário (1,29%), cujas variações em dezembro haviam sido de 1,10%, 2,27% e 2,22%, respectivamente - embora esses dois últimos tenham registrado altas menos intensas em relação ao mês anterior.

No grupo Vestuário (1,26%), destacam-se as altas dos tecidos e armarinho (4,63%), roupas masculinas (2,12%) e calçados e acessórios (2,06%). O grupos Saúde e cuidados pessoais (1,09%) teve os itens higiene pessoal (1,94%), serviços médicos e dentários (1,88%) e produtos farmacêuticos (1,54%) como as principais variações dentro desse grupo.

Alimentos e bebidas

Em Alimentação e bebidas (1,00%), a alimentação no domicílio passou de alta de 1,11% em dezembro para 1,29% em janeiro. Os principais destaques foram os tubérculos, raízes e legumes (16,52%), frutas (3,95%) e os enlatados e conservas (2,13%). Além disso, os preços do café moído (3,83%) subiram pelo 9º mês consecutivo, acumulando alta de 60,76% nos últimos 12 meses. Outros destaques foram a cenoura (41,24%), o tomate (24,31%), a goiaba (14,22%) e a cebola (8,53%). No lado das quedas, houve recuos nos preços do maracujá (-17,14%), da laranja-pera (-7,45%), do alho (-3,60%) e do arroz (-3,42%).

A alimentação fora do domicílio (0,09%), por outro lado, desacelerou em relação ao mês anterior (0,91%). A refeição passou de uma variação de 0,59% em dezembro para 0,50% em janeiro, enquanto o lanche variou de 2,01% em dezembro para -1,41% em janeiro.

À exceção de Porto Alegre (-0,53%), todas as áreas pesquisadas tiveram alta em janeiro. A maior variação ocorreu no município de Aracaju (0,90%), por conta do tomate (34,90%) e das frutas (6,41%). Na região metropolitana de Porto Alegre (-0,53%), houve queda nos preços da energia elétrica (-6,81%) e da gasolina (-6,20%).

No País

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em janeiro. A maior variação veio de Artigos de residência (1,82%), que acelerou em relação a dezembro (1,37%). Na sequência, vieram Alimentação e bebidas (1,11%), maior impacto no índice do mês (0,23 p.p.), Vestuário (1,07%) e Comunicação (1,05%). 

Já a variação de Habitação (0,16%) foi inferior à do mês anterior (0,74%). O único grupo em queda foi Transportes (-0,11%), que havia subido 0,58% em dezembro. Os demais grupos ficaram entre o 0,25% de Educação e o 0,78% de Despesas pessoais.

O resultado de Artigos de residência (1,82%) foi influenciado, principalmente, pela aceleração dos eletrodomésticos e equipamentos (2,86%), mobiliário (2,41%) e TV, som e informática (1,38%), cujas variações em dezembro haviam sido de 1,77%, 2,07% e 0,70%, respectivamente. Esses itens contribuíram conjuntamente com 0,06 p.p no IPCA de janeiro.

Em Alimentação e bebidas (1,11%), a alimentação no domicílio passou de alta de 0,79% em dezembro para 1,44% em janeiro. Os principais destaques foram as frutas (3,40%) e as carnes (1,32%), embora tenham registrado altas menos intensas em relação ao mês anterior (8,60% e 1,38%, respectivamente).

Além disso, os preços do café moído (4,75%) subiram pelo 11º mês consecutivo, acumulando alta de 56,87% nos últimos 12 meses. Outros destaques foram a cenoura (27,64%), a cebola (12,43%), a batata-inglesa (9,65%) e o tomate (6,21%). No lado das quedas, houve recuos nos preços do arroz (-2,66%), do frango inteiro (-0,85%) e do frango em pedaços (-0,71%).

Alimentação fora de casa

A alimentação fora do domicílio (0,25%), por outro lado, desacelerou em relação ao mês anterior (0,98%). A refeição passou de 1,08% em dezembro para 0,44% em janeiro, enquanto o lanche passou de 1,08% em dezembro para -0,41% em janeiro.

No grupo Vestuário (1,07%), destacam-se as altas das roupas masculinas (1,64%), calçados e acessórios (0,97%) e roupas femininas (0,78%), que exerceram conjuntamente um impacto de 0,04 p.p. no IPCA de janeiro. Os demais itens do grupo também tiveram alta, com destaque para roupas infantis (0,87%) e joias e bijuterias (1,18%).

Já Habitação (0,16%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,74%), principalmente por conta da energia elétrica (-1,07% e -0,05 p.p.), cuja variação em dezembro havia sido de 0,50%. Desde setembro, permanece em vigor a bandeira vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Maior para mais pobres

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 0,67% em janeiro, abaixo do resultado do mês anterior (0,73%). Foi a maior variação para um mês de janeiro desde 2016 (1,51%). O INPC acumula alta de 10,60% nos últimos 12 meses, acima dos 10,16% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2021, a taxa foi de 0,27%. Em Fortaleza, ficou em 0,69% no primeiro mês do ano e em 12 meses acumula 11,18%.

Os produtos alimentícios aceleraram de 0,76% em dezembro para 1,08% em janeiro. Já os não alimentícios desaceleraram, indo de 0,72% em dezembro para 0,54% em janeiro.

Com exceção de Porto Alegre (-0,52%), todas as áreas pesquisadas tiveram variação positiva em janeiro. A maior variação foi no município de Aracaju (0,96%), influenciada pelas altas nos preços do tomate (34,90%) e das frutas (7,22%). A variação negativa observada na região metropolitana de Porto Alegre (-0,52%) foi consequência principalmente das quedas da energia elétrica (-6,62%) e da gasolina (-6,20%).