Inflação na RMF acumula 8,03% em 12 meses; 2ª do País no ano

energia
O reajuste de energia já aparece neste levantamento, mas deverá vir com maior impacto no mês de maio. As maiores altas vieram de roupas Foto: Freepik

É como um carrinho sem freio na ribanceira. A velocidade da inflação de Fortaleza se mantém acelerada. Em abril, a alta foi de 0,75%, acima do registrado em março (0,72%), na Região Metropolitana de Fortaleza. Com isso, o índice acumula alta de 3,36% no ano e de 8,03% nos últimos 12 meses.

Enquanto a inflação na RMF acelerou. No País, houve desaceleração. Além disso, somente em 2021, Fortaleza já desponta com o segundo maior IPCA do País.

Em abril de 2020, a variação havia sido de -0,12%.Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE.

Maiores altas

No grupo vestuário, a alta foi de 2,30%, antecipando as vendas para o Dia das Mães. A principal influência desse resultado foi o aumento nas roupas (2,74%) - com destaque para os vestidos (4,10%), camisetas masculinas (3,82%) e calça comprida feminina (3,49%).

Saúde e cuidados pessoais foi o segundo grupo com maior alta, 1,62%. Destacaram-se as altas nos anti-inflamatórios e antirreumáticos (7,75%), hipotensor e hipocolesterolêmico (6,60%), psicotrópico e anorexígeno (5,06%). Já do lado das quedas, destacaram-se os produtos para pele (-6,04%).

O grupo alimentação e bebidas variou 0,26%, com destaque para a alta na uva (10,43%), no chã de dentro (5,94%) e no fígado (4,76%). A alimentação no domicílio registrou queda de -0,02%. Já a alimentação fora do domicílio ficou em 1,12%. O grupo transportes registrou alta de 0,37%, com destaque para a alta na gasolina (0,81%) e óleo diesel (0,71%).

Entre os demais grupos, habitação (1,37%), artigos de residência (1,32%), educação (0,45%) e comunicação (0,20%) registraram alta. Apenas o grupo de despesas pessoais teve recuo, de -0,09%.

Na baixa renda

O Índice de Preços ao Consumidor - INPC do mês de abril foi de 0,79%. O indicador mede a pressão sobre os preços e seu impacto para as famílias de renda mais baixa, e na Região Metropolitana de Fortaleza, subiu 0,14 pontos percentuais acima do resultado de março (0,65%). No ano, o INPC acumula alta de 3,34% e, nos últimos 12 meses, de 8,45%, acima dos 7,57% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2020, a taxa foi de -0,04%.

Os produtos alimentícios subiram 0,24% em abril, ante 0,51% em março. Quatro grupos apresentaram alta superior a 1% em abril, foram: vestuário (2,27%), saúde e cuidados pessoais (1,51%), habitação (1,48%) e artigos de residência (1,41%).

Aumentos em todo o País

Todas as áreas investigadas apresentaram variação positiva no mês. O menor índice foi observado em Brasília (0,11%), principalmente por conta das quedas na gasolina (-1,47%) e nas frutas (-7,10%). Já o maior resultado ocorreu em Rio Branco (1,06%), por conta das altas na gasolina (1,95%) e nos produtos farmacêuticos (4,66%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de março e 29 de abril de 2021 (referência) com os preços vigentes entre 2 e 29 de março de 2021 (base).