RMF: inflação desacelera no mês e dispara 11,20% em 12 meses

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Em 12 meses a inflação de Fortaleza é a 5ª maior do Brasil e a segunda do Nordeste, só perdendo para São Luiz (MA), com 11,25% Foto: Freepik

A inflação em Fortaleza segue em dois dígitos e já atingiu 11,20% na variação acumulada em 12 meses. No ano, está no patamar de 6,54% até agosto. Os níveis elevados no longo prazo são os que melhor representam o momento de preços nas alturas vivido no País. 

No País, o acumulado em 12 meses é de 9,68% e no ano 5,67%. Portanto, a Capital cearense está acima da média nacional em se tratando de pressão sobre os preços.

2ª do Nordeste

Em 12 meses a inflação de Fortaleza é a 5ª maior do Brasil e a segunda do Nordeste, só perdendo para São Luiz (MA), com 11,25%.

Desaceleração

Considerando apenas o mês de agosto, a inflação desacelerou para 0,43% na Região Metropolitana de Fortaleza. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (9) pelo IBGE. 

Aumentos generalizados

No ano, o campeão da alta de preços em Fortaleza e Região Metropolitana é o grupo de Transportes (10,07%), refletindo a frequente e dolarizada alta dos combustíveis. 

Em seguida, o maior vilão é a Habitação (8,71%), impactado pelos preços na construção de imóveis e o IGPM, que é o índice que reajusta alguéis.

A Educação contribui para as altas com 7,79%. Depois, aparecem os artigos de residência, que saltaram 6,86%.

Alimentos e bebidas

A Alimentação e Bebidas já subiram 5,80% neste ano. Seguem as altas de Saúde e Cuidados Pessoais (3,98%) e as Despesas Pessoais (2,29%), com o menor impacto.  Somenete um grupo apresentou deflação, o das despesas de Comunicação (-0,28%) 

Em agosto

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em agosto. A maior variação (1,17%) e o maior impacto (0,22 p.p.) vieram dos Transportes com a alta da gasolina (2,46%) que registrou o maior impacto individual no índice (0,15 p.p.) na composição do índice geral do mês. 

Peso da gasolina

A gasolina vem apresentando reajustes mensais, de janeiro a agosto ela já acumula alta de 27,04%. “O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final", disse o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.

A segunda maior contribuição (0,12 p.p.) do mês veio do grupo Alimentação e bebidas que apontou variação de 0,51%, puxado pela alta nos preços dos aves e ovos (5,66%) e Bebidas e infusões (3,22%).

Dois grupos - Saúde e cuidados pessoais (-0,33%) e Educação (-0,41%) - tiveram quedas no mês. O primeiro influenciado pela redução dos preços dos perfumes (-4,89%) e anti-inflamatório e antirreumático (-2,90%); o segundo pela deflação registrada nos cursos de ensino superior (-2,79%).

Os destaques para os três subitens com as maiores variações negativas e positivas, respectivamente, excluindo os já comentados:
cebola (-17,92%)    tomate (-14,79%)    e banana (-10,82%);
Batata-inglesa (38,83%),    maracujá (17,59%)    e frango em pedaços (6,60%).