Em 2 dígitos, inflação de Fortaleza dispara:11,19% em 12 meses

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O grupo dos Transportes (1,68%) acelerou em relação a agosto, quando variou 1,17% e pesando mais no bolso dos fortalezenses. A maior contribuição (0,10 p.p.) veio das passagens aéreas, que subiram 43,73%

A diminuição do poder de compra da população se consolida com a inflação de dois dígitos se firmando em 12 meses (11,19%) em Fortaleza e Região Metropolitana. No ano, o acumulado é de 7,84%.

A Capital cearense apresenta a segunda maior inflação do País em 12 meses e a maior da região Nordeste. Além disso, os indicadores anual e de 12 meses de Fortaleza estão acima da média do País, de 6,90% e 10,25%, respectivamente.

Em setembro, comparado a agosto, a variação foi de 1,22%, a segunda maior deste ano, continuando a pressão sobre os preços em disparada. 

A expectativa pelo aumento de preços da economia só aumenta para o ano que vem, puxada por combustíveis e energia elétrica, além dos alimentos, mas as altas são generalizadas.

Maiores altas

Em Fortaleza, o grupo dos Transportes (1,68%) acelerou em relação a agosto, quando variou 1,17%. A maior contribuição (0,10 p.p.) veio das passagens aéreas, que subiram 43,73%.

Além disso, a gasolina (0,77%) e automóvel novo (1,51%) também apresentaram variação positiva. Por fim, cabe mencionar a alta de 0,19% nos ônibus intermunicipais, que decorre, em particular, dos reajustes entre 11% e 13% aplicados na Região Metropolitana (6,55%) a partir de 3 de setembro.

Alimentação

O grupo Alimentação e bebidas (1,15%) teve variação expressiva comparada a de agosto (0,51%). Os produtos para alimentação no domicílio subiram 1,45%, frente ao resultado de 0,53% no mês anterior. No lado das altas, destacam-se as aves e ovos (3,68%), que contribuíram com 0,09 p.p. no índice de setembro, das carnes (2,28%), do frango inteiro (2,72%) e da banana-prata (15,66%).

Além disso, também foram verificadas altas nos preços do café moído (7,69%), do mamão (6,64%), do açúcar refinado (6,63%) e da batata-inglesa (6,61%). Por outro lado, houve recuo nos preços do maracujá (-17,64%), dos  cereais, leguminosas e oleaginosas (-1,18%), nesse último destaque para o arroz (-1,39%).

Fora do lar

A alimentação fora do domicílio também desacelerou, passando de 0,46% em agosto para 0,19% em setembro. O principal fator que levou a essa desaceleração foi a variação negativa registrada no subitem refrigerante e água mineral (-0,35%), que havia também deflacionado 2,27% no mês anterior. O lanche, por sua vez, apresentou alta de 0,67%, acima do 0,44% observado em agosto.

Carestia Brasil afora

Todas as áreas pesquisadas apresentaram alta em setembro. O maior índice foi registrado no município de Rio Branco (1,56%), influenciado pelas altas nos preços da energia elétrica (6,09%) e do automóvel novo (3,57%). Já o menor resultado ocorreu em Brasília (0,79%), por conta da queda nos preços da gasolina (-0,81%) e do seguro de veículo (-3,36%).

Brasil

NO País, a inflação atinge 10,25% em 12 meses, também em dois dígitos após 10 anos. O IPCA de setembro subiu 1,16%, 0,29 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,87% registrada em agosto. Essa foi a maior variação para um mês de setembro desde 1994, quando o índice foi de 1,53%. No ano, o IPCA acumula alta de 6,90% e, nos últimos 12 meses, de 10,25%, acima dos 9,68% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2020, a variação mensal havia sido de 0,64%.