Inflação em Fortaleza desacelera; energia vai ampliar alta

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Energia vem gerando impactos significativos e deve continuar a levantar ainda mais a inflação. No ano, o IPCA-15 na RMF acumula alta de 5,53% e, em 12 meses, de 10,08% Foto: Freepik

Uma pequena desaceleração aparece na prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

O indicador ficou em 0,84% em junho, perdendo um pouco de força em relação ao mês anterior ao registrar 0,24 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de maio (1,08%). Entretanto, sobretudo a energia e os preços dos alimentos e combustíveis devem continuar pressionando o bolso do consumidor.

Ano acumula 10,08%

No trimestre encerrado em junho (IPCA-E), o acumulado é de 2,46%, enquanto, em igual período de 2020, a variação havia sido de -0,38%.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,53% e, em 12 meses, de 10,08%, acima dos 8,99% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2020, a taxa foi de -0,17%. Os dados foram divulgados hoje (25) pelo IBGE.

Energia

Em termos de grupos analisados, a maior variação foi em vestuário (1,82%), que arrefeceu em relação ao mês anterior (2,89%) e contribuiu com 0,08 p.p. no resultado do mês. A segunda maior variação foi verificada no grupo habitação (1,81%), por ter maior peso contribuiu com 0,30 p.p. na composição do índice mensal. O aumento foi puxado pela energia elétrica devido à mudança na bandeira tarifária de vermelha patamar 1 para vermelha patamar 2. A mudança deve-se à crise hídrica que tem exigido o acionamento das termelétricas, de energia mais cara. Os valores extras das bandeiras tarifárias são cobrados a cada 100 kWh consumidos.

Combustíveis

Outro destaque, foi o impacto (0,20 p.p.) no mês de junho vindo dos transportes (1,08%), que havia registrado em maio (0,71%). O resultado do grupo dos transportes (1,08%) foi influenciado pela alta nos preços dos combustíveis (3,10%). Embora a gasolina (2,99%) tenha tido uma das menores altas do grupo dos transportes – comparada ao gás veicular (9,79%) e ao óleo diesel (3,29%) - tem o maior peso e já acumula variação de 39,39% nos últimos 12 meses.

Alimentos

Alimentação e bebidas continuam subindo. Em junho, a alta foi de 0,59%, resultado inferior ao do IPCA-15 de maio (0,81%). A alimentação no domicílio passou de 0,88% em maio para 0,74% em junho.

Em baixa

Contribuíram para essa desaceleração os recuos nos preços dos tubérculos, raízes e legumes (-11,61%), frutas (-3,30%) e carnes e peixes industrializados (-0,69%). Por outro lado, observou-se alta nos preços de aves e ovos (3,14%), sal e condimentos (2,12%) e leite e derivados (1,83%).

Na alimentação fora do domicílio (0,12%), o movimento foi semelhante. O destaque ficou para o lanche (-3,05%); já a refeição apontou diferencial variando 1,24% ante 0,23% registrado em maio.

O grupo saúde e cuidados pessoais (0,60%), por sua vez, apresentou variação menor que a do mês anterior (1,48%) e contribuiu com 0,08 p.p. no índice geral.