Fortaleza registra 4ª maior inflação do País e 2ª do Nordeste

ipca
Além das seguidas altas dos combustíveis, os alimentos já registraram aumentos três vezes acima da inflação desde o ano passado

A inflação em Fortaleza medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chega a 6,55% em 12 meses, a 4ª maior do País e a 2ª do Nordeste nos meses a contar de fevereiro de 2020.

No primeiro bimestre de 2021 a alta de preços já atinge 1,85% e, em fevereiro, acelerou puxada pelos combustíveis. Os alimentos também têm registrado pressão inflacionária três vezes maior que a inflação desde o ano passado, puxados pelo dólar caro e os combustíveis que não param de subir.

Desaceleração em fevereiro

O grupo alimentação e bebidas variou 0,48% em fevereiro, desacelerando em relação ao resultado de janeiro (1,21%). A queda nos preços do tomate (-15,87%), da batata-inglesa (-10,54%), do óleo de soja (-4,51%) e do arroz (-2,94%) contribuíram para a desaceleração na alimentação no domicílio (0,22%). Houve aumento no preço da cebola (18,63%), cenoura (13,98%) e das carnes (2,00%).

Fora do lar mais caro

Houve aceleração na alimentação fora do domicílio, que aponta variações positivas desde agosto do ano passado, nos últimos três meses, esse subgrupo registrou o seguinte comportamento: 0,43% em dezembro/2020, 1,12% em janeiro deste ano e 1,30% em fevereiro.

A alta nos preços atingiu todas as 16 regiões pesquisadas no IPCA. O menor foi registrado no Rio de Janeiro (0,38%), influenciado pela queda nos preços das passagens aéreas (-10,73%) e do transporte por aplicativo (-16,5%).

Brasil 

O IPCA de fevereiro foi de 0,86%, 0,61 ponto percentual acima da taxa de janeiro (0,25%). Esse foi o maior resultado para um mês de fevereiro desde 2016, quando o IPCA foi de 0,90%. 

No ano, o índice acumula alta de 1,11% e, em 12 meses, de 5,20%, acima dos 4,56% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2020, a variação havia sido de 0,25%.