Fortaleza acumula maior inflação do trimestre do País: 3%

gasolina
O maior impacto, de 0,61 ponto e a maior alta (3,33%) veio dos Transportes, que aceleraram em relação a fevereiro (0,81%), sobretudo em decorrência do aumento nos preços dos combustíveis (9,55%)

O que o fortalezense sente no bolso aparece pelo menos em parte nos indicadores de inflação. O IPCA-E, o acumulado no trimestre em Fortaleza é de 3,00%, a maior taxa entre as demais regiões pesquisadas pelo IBGE.

Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta (25). No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 aponta alta de 7,04%. Em março de 2020, a taxa foi de 0,44%. No País, a taxa para o período foi de 2,21%.

Prévia

Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação na Região Metropolitana de Fortaleza apresentou alta de 1,04% em março, variação próxima à registrada em fevereiro, 0,95%.

Custo alto

O resultado, também ficou acima da média nacional (0,93%) e figura como o 4° maior entre as regiões pesquisas.

O que pesou

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em março. O maior impacto (0,61 p.p.) e a maior alta (3,33%) vieram dos Transportes, que aceleraram em relação a fevereiro (0,81%), sobretudo em decorrência do aumento nos preços dos combustíveis (9,55%). O maior impacto individual no índice do mês (0,52 p.p.) foi da gasolina (9,62%), cujos preços aumentaram pelo quarto mês consecutivo. Também houve altas no óleo diesel (10,64%) e no gás veicular (2,45%).

Os automóveis novos (1,25%), os automóveis usados (2,30%) e o seguro voluntário de veículo (2,54%), também contribuíram para a alta nos transportes.

Ainda em transportes, no lado das quedas, transportes por aplicativo (-8,60%) e passagens aéreas (-6,45%) apresentaram recuo, porém para o primeiro, foi menos intenso do que em relação a fevereiro, quando registrou -21,82%.

O segundo maior impacto do IPCA-15 de março na RM de Fortaleza foi do grupo Habitação, com alta de 0,84% e contribuição de 0,14 p.p. no resultado do mês. Destaque para a taxa de água e esgoto, que aumentou 5,77% e adicionou 0,11 p.p na pesquisa, no mês anterior a pesquisa captou reajuste de 6,12% nessa taxa. Gás de botijão (2,76%), sendo esse o 11º aumento consecutivo, em fevereiro sua variação havia sido de 3,29%.

Alimentação desacelera

O grupo de Alimentação e bebidas variou 0,54%, desacelerando em comparação com fevereiro (0,80%). Os alimentos para consumo no domicílio registraram menor alta 0,24% dos últimos oito meses. Colaboraram para essa menor variação as quedas na batata-inglesa (-17,26%), tomate (-14,64%), maçã (-10,44%), óleo de soja (-4,04%), leite longa vida (-2,82%) e o arroz (-1,99%). No lado das altas, as carnes aumentaram 0,99%, além de reajustes superiores a 5% na banana-prata, cebola, cenoura e maracujá.

A alimentação fora do domicílio acelerou em comparação com o mês anterior, registrando 1,44% em março, frente a 0,95% de fevereiro. O índice foi influenciado pelo lanche (3,50%) e pela refeição (0,59%), itens que, em fevereiro, aumentaram 1,75% e 0,65%, respectivamente.

Dois grupos apontaram queda no IPCA-15 de março foi Vestuário, que caiu 0,23%, segunda queda consecutiva, -0,36% em fevereiro, e o grupo Comunicação (-0,25%).