Inflação em Fortaleza é a 3ª maior do País e acumula 11,90%

alimentos
As altas de preços são disseminadas. Os grupos de maior peso no indicador foram o de Alimentação e bebidas (0,43%), Transportes (4,49%) e Habitação (1,09%), por conta da gasolina Foto: freepik

A prévia da inflação na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) acumula alta de 10,53% no ano até novembro, e de 11,90%, em 12 meses, acima da média do País (10,73%) e a terceira em âmbito nacional, só perdendo para Curitiba (13,69%) e Porto Alegre (12,33%).

Considerando o mês de novembro comparado ao mês anterior, a prévia da inflação teve alta de 1,35%, a maior variação para o mês desde 2002, quando o índice foi de 2,73%.

Em novembro de 2020, a taxa havia sido de 0,66%. Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (25), pelo IBGE.

Alimentação e gasolina

Os grupos de maior peso no indicador foram o de Alimentação e bebidas (0,43%), Transportes (4,49%) e Habitação (1,09%). Todos os demais grupos tiveram alta.

No grupo Alimentação e bebidas, as maiores altas foram registradas no tomate (21,29%), laranja-pera (9,72%), café moído (9,48%) e maracujá (9,18%). Do lado das quedas, destacaram-se a banana-prata (-4,89%), a carne de porco (-4,61%) e o arroz (-3,56%). A alimentação no domicílio registrou alta de 0,63%, após o registrado em outubro, 1,48%. Já a alimentação fora do domicílio sofre retração de -0,17%, após registrar 1,26% em outubro.

Gasolina sobe 12,63% 

Nos transportes, o Transporte por aplicativo registrou alta de 20,57%, após a alta de 14,10% em outubro. O indicador também cresceu na gasolina, que registrou alta de 12,63%, maior alta do ano. Em habitação, o gás de botijão teve variação de 2,54%, já a energia elétrica variou 0,33%, menor variação de 2021.

Brasil

No Brasil, a prévia da inflação  apresentou alta de 1,17% em novembro. O resultado representa a maior variação para o mês desde 2002, quando o índice ficou em 2,08%. No mês passado, o IPCA-15 ficou em 1,20% e em novembro de 2020, 0,81%. O acumulado do ano está em 9,57% e em 12 meses a prévia da inflação está em 10,73%, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgado hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todos os grupos de serviços e produtos pesquisados tiveram alta na prévia de novembro. O maior impacto individual no indicador foi da gasolina, que ficou 6,62% mais cara no mês, influenciando o resultado dos transportes, com variação de 2,89%, a maior entre os grupos pesquisados. No ano, a gasolina subiu 44,83% e em 12 meses a alta acumulada é de 48%.

O transporte por aplicativo teve alta de 16,23% na prévia de novembro, após ter subido 11,60% em outubro. Já as passagens aéreas ficaram 6,34% mais baratas, depois de subir 28,76% na prévia de setembro e 34,35% em outubro.

Gás de cozinha 

No grupo habitação, que subiu 1,06%, a maior contribuição foi do gás de botijão, que teve a 18ª alta consecutiva, ficando 4,34% mais caro em novembro. O produto acumula alta de 51,05% desde junho de 2020. A energia elétrica desacelerou e subiu 0,93%, após subir 3,91% em outubro. Além do reajuste em Goiânia, Brasília e São Paulo, desde setembro está em vigor a bandeira tarifária Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

O grupo alimentação e bebidas desacelerou, com alta de 0,4% em novembro, depois de subir 1,38% em outubro. As principais altas foram do tomate (14,02%), batata-inglesa (14,13%), cebola (7%), frango em pedaços (3,07%) e queijo (2,88%). Por outro lado, houve queda no preço das carnes (-1,15%), leite longa vida (-3,97%) e frutas (-1,92%).

Farmácia mais cara

Em saúde e cuidados pessoais, os itens higiene pessoal (1,65%) e produtos farmacêuticos (1,13%) foram as maiores influências para a alta de 0,80% na prévia do mês. Vestuário subiu 1,59%, educação ficou estável, com alta de 0,01%, e artigos de residência ficaram 1,53% mais caros, despesas pessoais subiram 0,61% e o grupo comunicação teve alta de 0,32% na prévia de novembro.