2021: inflação em Fortaleza a 10,63% a 2ª maior do Nordeste

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O fortalezense teve que se desdobrar para bancar as despesas em 2021, mas dois segmentos bem básicos causaram maior estrago nos orçamentos com inflação: alimentos e transportes Fotomontagem: Regina Carvalho

Fortaleza continua a ostentar o título de uma Capital onde o custo de vida é elevado. O IPCA de 2021 na cidade registrou alta de 10,63%, apesar de desacelerar de 1,06% em novembro para 0,55% em dezembro.

Com a marca do retorno da inflação em dois dígitos no ano passado, Fortaleza figura ainda com a segunda maior taxa do Nordeste e também acima da média do País (10,06%). Na Região, a liderança ficou com Salvador, que fechou o ano anotando 10,78%.

Em 2020, a inflação na Capital cearense havia fechado em 5,74% e já era alta, o que dá uma ideia da pressão sobre os preços vivenciada em 2021. 

Produtos

Em dezembro/2021, dois grupos registraram variações acima de 1,0% - Alimentação e bebidas (1,06%) e o grupo Artigos de residência (1,47%), para os demais grupos que compõem o índice geral do IPCA, as variações ocorrem entre 0,05% em Educação e 0,44% nos grupos Saúde e cuidados pessoais e Comunicação. No acumulado o ano de 2021, os destaques foram para as variações acumuladas para os grupos: Transportes (20,11%) e Vestuário (13,68%).

Brasil

O IPCA, considerado a inflação oficial do País, apresentou alta de 0,73% em dezembro, acumulando aumento de 10,06% em 2021. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando o IPCA foi de 10,67%.

Com isso, a inflação oficial ficou muito acima do centro da meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para o ano de 2021, cujo teto era 5,25%. De acordo com o IBGE, o resultado foi influenciado principalmente pelo grupo transportes, que variou 21,03% no acumulado do ano. Em seguida vieram habitação, com alta de 13,05%, e alimentação e bebidas, que aumentou 7,94% em 2021.