Gasolina e diesel terão 1º aumento do ano; combustível para a inflação

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A retomada das altas traz combustível para a inflação continuar sua escalada. Em comunicado, a Petrobras justifica que determina o reajuste após 77 dias sem aumentos

A maioria dos postos sequer reduziu o preço da gasolina - as quedas de fato foram pontuais - e já vem novo aumento. O primeiro reajuste autorizado em 2022 pela Petrobras será a partir desta quarta-feira (12). O preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras sobe 4,85%. Para o diesel, o aumento é de 8,08%.

A retomada das altas traz combustível para a inflação continuar sua escalada. Em comunicado, a Petrobras afirma que determina o reajuste após 77 dias sem aumentos.

"Desde 26/10/2021, a Petrobras reduziu preços de gasolina e manteve preços de diesel. A partir de amanhã, 12/01, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,26, em média, para R$ 2,37 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,11 por litro".

Diesel

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,01, em média, para R$ 3,25 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,24 por litro.

A companhia reitera que os "ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões".

Impacto inflacionário

Os combustíveis, sobretudo gasolina e diesel, têm sido uma alavanca para a inflação acelerada no País. A pressão sobre os preços dá lucro para o governo, pois engorda a base tributária, eleva a arrecadação e amplia o espaço para os gastos em ano de eleição. Para a população, sobretudo a mais pobre, corrói os salários e reduz o poder de compra, sobretudo em uma conjuntura de desemprego elevado.