Taxa de desemprego no CE cai para 12,4%; 53,2% informais

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O nível de ocupação chega a 46,7% no Estado, com a população empregada aumentando em cerca de 210 mil pessoas. A informalidade atinge 53,2% dos ocupados

A taxa de desocupação recuou para 12,4% no terceiro trimestre deste ano no Ceará, impactada, principalmente, pela redução no número de pessoas sem emprego no Estado.

No trimestre anterior, de abril a maio, a taxa havia sido de 15,1%, e no mesmo período do ano passado de 14,3%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE.

Busca por emprego

Na fila do desemprego no Estado, esse segmento da população foi estimado em 492 mil pessoas; não apresentou variação estatisticamente significativa em relação a igual período de 2020. Entretanto, em relação ao trimestre anterior, menos 86 mil pessoas se encontram nessa situação, ou seja, uma variação de -14,8%.

Ainda abaixo de 50%

A população ocupada aumentou em cerca de 210 mil pessoas. Com isso, o nível da ocupação no Estado chegou a 46,7%, maior desde a redução no 2º trimestre de 2020, no início da pandemia. Das 3,5 milhões de pessoas ocupadas no Estado, 29,7% trabalhavam como conta própria, enquanto 46,3% trabalhavam como empregados no setor privado.

Informalidade

A taxa de informalidade foi de 53,2% das pessoas ocupadas. Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; Empregador sem registro no CNPJ; Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; Trabalhador familiar auxiliar. O número de pessoas desocupadas decresceu 14,8% em comparação ao trimestre anterior e 4,6% com relação ao mesmo período do ano anterior.

Indústria e construção

Entre os grupos de atividades, o setor da construção teve maior crescimento no número de pessoas ocupadas, em comparação com o trimestre passado, chegando a 289 mil pessoas ocupadas, um aumento de 23,8%.

A indústria geral também teve um crescimento, de 20,0%, no número de pessoas ocupadas, em comparação ao 2º trimestre, chegando a 449 mil pessoas ocupadas no estado nesta atividade.

Na comparação com o mesmo período de 2020, os maiores crescimentos foram registrados nas áreas de alojamento e alimentação, que ocupou no 3º trimestre 241 mil pessoas (aumento de 32,7%) e nos outros serviços, que ocupou 179 mil pessoas, um incremento de 22,9%.

Rendimento estável 

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no Ceará foi de R$ 1.747 no período que vai de julho a setembro de 2021. No trimestre anterior havia sido de R$ 1.723. A massa de rendimento chegou a R$ 5,9 bilhões, após os R$ 5,4 bilhões observados no trimestre anterior.