Cápsula do Tempo: recorte do passado para 1,2 mil pessoas

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Os autores ainda eram estudantes quando foram incentivados pelo professor de História, Antero Neto, a colocar seus sonhos no papel, e agora, adultos, poderão sentir a emoção de revisitar estas memórias

Mais de 1.200 pessoas terão a chance de ter um encontro com o passado, neste sábado (4/12), quando cápsulas do tempo serão abertas, contendo cartas escritas seis, dez e até 20 anos atrás.

Os autores ainda eram estudantes quando foram incentivados pelo professor de História, Antero Neto, a colocar seus sonhos no papel, e agora, adultos, poderão sentir a emoção de revisitar estas memórias. 

Sonhos

O evento, intitulado Máquina do Tempo, ocorrerá neste sábado (04), das 11h às 19h, no Riomar Fortaleza (palco da Praça de Alimentação). "Fiz este projeto para meus alunos se reencontrarem anos depois de terem escrito seus sonhos", diz o professor Antero. 

A ideia surgiu em 2001, depois de o mestre ter visto uma reportagem sobre um projeto parecido. Ao contemplar a emoção vivenciada por aquelas pessoas no momento da abertura destes escritos, ele quis proporcionar o mesmo aos seus alunos. 

Emoção

O Colégio Joviniano Barreto abraçou a iniciativa e, em parceria com o professor Antero, organizou a abertura das “cápsulas do tempo” neste sábado. “Temos certeza que será um dia de muita emoção para os ex-alunos do professor Antero, que hoje são adultos, profissionais de diversas áreas. Quem sabe alguns terão realizado seus sonhos escritos há tanto tempo, e outros de repente poderão ter trilhado caminhos ainda melhores do que sonharam. Estamos animados por promover ainda o reencontro de ex-alunos e o estreitamento de laços”, diz Manoela Abreu, diretora do colégio. 

Raquel Aquino, 21 anos, é uma das ex-alunas que irá abrir sua cápsula do tempo neste sábado. Ela escreveu a carta há sete anos, quando cursava o Ensino Fundamental. Hoje ela está concluindo o curso de Jornalismo, e está na expectativa para rever o que colocou no papel. “Acho que vou rir bastante porque a minha cabeça na época era completamente diferente. Eu tinha muitos sonhos, fazia coisas diferentes, como teatro, enfim, tinha uma outra postura em relação à vida”, diz.