Imóveis em Fortaleza acumulam alta de 2,61% em 12 meses

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Em Fortaleza, a valorização no primeiro trimestre do ano acumulou 0,41%, enquanto no mês de março a alta de preços foi de 0,22%

Todas as capitais tiveram aumentos nos preços nominais dos imóveis residenciais em março. Em Fortaleza, a valorização no primeiro trimestre do ano acumulou 0,41%, enquanto no mês de março a alta de preços foi de 0,22%.  

Nos últimos 12 meses, os imóveis na Capital cearense tiveram preços elevados em 2,61%, a menor entre as localidades que são pesquisadas no IGMI-R/Abecip.

Em âmbito nacional, o resultado do indicador em março (0,78%) foi superior ao anterior (0,53% em fevereiro). A variação acumulada em 12 meses é bastante robusta e atinge 8,45%.

Tendência interrompida

A recessão iniciada no segundo trimestre de 2020 com a chegada da pandemia interrompeu a tendência de aceleração iniciada em 2019, tendo na sequência uma forte desaceleração no terceiro trimestre de 2020.

Os resultados do último trimestre de 2020 e do primeiro de 2021 interromperam essa desaceleração, dando lugar a uma estabilidade em torno do patamar do fim de 2019. No entanto, esse patamar nominal não reproduz a variação real dos preços dos imóveis residenciais no Brasil, na medida em que os índices de preços ao consumidor, e principalmente no atacado, tiveram aceleração significativa no período.

Dinâmica de preços

Os resultados da Sondagem da Construção Civil do IBRE/FGV, refletem essa dinâmica dos preços nos últimos meses. Tanto o Índice de Situação Atual (ISA) como o Índice de Expectativas (IE), calculados de acordo com o sentimento dos empresários do setor de Construção de Edificações Residenciais, mostram que houve uma recuperação a partir da queda acentuada no segundo trimestre de 2020. O Índice de Confiança da Construção (ICST),  que agrega percepções de situação atual e expectativas, chegou a atingir o mesmo nível anterior ao do início da recessão, porém vem declinando a partir daí desde o final de 2020.

 
O momento atual é marcado pelo recrudescimento da pandemia, que impõe restrições para a retomada do nível de atividade, e por limites fiscais para programas de incentivos e auxílios. O tempo necessário para a normalização desse cenário, e por consequência das condições de consumo e investimento da população, irá condicionar a evolução dos preços dos imóveis residenciais ao longo do restante do ano.