Preços de imóveis em Fortaleza valorizam 1,60% em 12 meses

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Todas as capitais analisadas pelo índice apresentaram variações nominais positivas em abril

A valorização de imóveis em Fortaleza acumula 1,60% em 12 meses a contar de abril. Em março, a alta dos preços dos imóveis havia registrado 0,22%, enquanto em abril registrou avanço de 0,24%. No País, o IGMI-R/Abecip, indicador que é um termômetro dos preços, voltou a apresentar aceleração ante ao mês anterior (1,22%, contra 0,78% em abril), com todas as capitais analisadas pelo índice apresentando variações nominais positivas. 

No entanto, esse resultado não foi suficiente para que a variação acumulada dos preços dos imóveis residenciais no Brasil desacelerasse pelo sexto mês consecutivo. Esse movimento nos preços está refletido nos resultados recentes da Sondagem da Construção Civil do Ibre/FGV, que representam o sentimento dos empresários do setor de Construção de Edificações Residenciais.

Piora na percepção

Os quesitos “Demanda Prevista”, “Evolução Recente da Atividade” e “Situação Atual dos Negócios” mostraram piora significativa da percepção dos empresários do setor em abril, acentuando a tendência de queda iniciada no final de 2020. Cada um desses itens capta a percepção em relação a momentos distintos: enquanto “Evolução Recente da Atividade” olha para os últimos três meses, “Situação Atual dos Negócios” enfatiza o período atual, sendo “Demanda Prevista” relacionada aos próximos três meses. O movimento de baixa simultânea nesses três quesitos da Sondagem apresenta um quadro consistente com a desaceleração dos preços nominais e reais dos imóveis residenciais nos últimos meses.

O cenário por trás desses indicadores é marcado pelo recrudescimento da pandemia a partir do fim de 2020, e seus efeitos sobre o nível de atividade e mercado de trabalho, aliado à nova orientação da política monetária visando conter a aceleração do IPCA.

O único quesito da Sondagem apresentando estabilidade na margem em abril foi “Tendência dos Negócios”, cujo horizonte de três meses à frente incorpora alguma perspectiva de melhora da atividade econômica em geral a partir do segundo semestre do ano. O avanço do programa de imunização continua sendo a condicionante fundamental para a concretização dessa perspectiva, e por consequência da reversão da tendência recente de desaceleração nos valores reais dos imóveis residenciais.