Passaporte da Vacina: Fecomércio-CE reage contra a medida

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Em comunicado a todas as empresas do comércio de bens, serviços e turismo, a entidade afirma que buscará dialogar com o Estado, argumentando que a exigência irá gerar "constrangimento e sentimento de discriminação" aos consumidores

A Fecomércio-CE enviou nota aos empresários do comércio de bens, serviços e turismo dirigindo-se também à sociedade em reação ao passaporte vacinal determinado em decreto pelo Governo do Estado, com validade inicial de 15 dias.

Dificuldades

De acordo com a entidade, ao tomar conhecimento do Decreto n° 34.399, de 13 de novembro de 2021, avaliou as medidas apresentadas e as consequências para as empresas e para a população.

Além das dificuldades na aplicabilidade das exigências do decreto no cotidiano, barrar o acesso aos estabelecimentos, exigindo o passaporte sanitário, irá gerar constrangimento e sentimento de discriminação.

Impacto

Para os empresários dos estabelecimentos citados no Decreto, obrigar funcionários e colaboradores a apresentarem o passaporte sanitário, com risco de demissão, é uma atitude que fere os princípios constitucionais, além de interferir na gestão, podendo causar danos econômicos aos trabalhadores e aos empregadores.

A Fecomércio-CE afirma que apoia campanhas educativas e de conscientização em prol da vacinação, que continua sendo a melhor maneira de combater a pandemia e proteger vidas. Dessa forma, buscará o diálogo com o Executivo Estadual com o objetivo de contribuir com a revisão das medidas descritas no Decreto.